Marcela sobre depressão pós-BBB: "Queria que não tivesse mais que acordar"

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Marcela McGowan nunca vai esquecer o que viveu no ‘Big Brother Brasil 20’. Muito menos o que sentiu após o confinamento de quase três meses. Assim que saiu da casa mais vigiada do Brasil, a médica paulista de 31 anos enfrentou uma grave depressão.

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A ginecologista e influenciadora digital fala sobre sua saúde mental nos últimos meses e detalha situação extrema em entrevista ao Yahoo. Ela atribui a doença ao “cancelamento” do qual foi alvo durante sua participação no programa da Globo. “Tive um quadro bem agudo no pós-BBB. Participar de um reality mexe muito com o emocional e a exposição é muito grande. Juntou isso com a pandemia e com um monte de coisas que a internet traz — a internet traz coisas boas, mas também traz coisas ruins —, e comecei a ficar com a saúde mental bem bagunçada”, explica.

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A ex-participante do ‘BBB 20’ diz que já estava muito mal cerca de 40 dias depois de sua eliminação. “Percebi que não era só tristeza e que não estava apenas chateada. Estava entrando num estado de depressão, de desânimo. Foi um período bem difícil”, relata.

(Foto: Reprodução/Instagram @marcelamcgowan)
A ginecologista e obstetra Marcela foi a 12ª eliminada do 'BBB 20' (Foto: Reprodução/Instagram @marcelamcgowan)

Marcela conta que saiu de casa e se isolou em São Paulo pois não queria sobrecarregar “ainda mais” a família. “Foi um grande erro”, afirma. “Não tinha como me cuidar. Haviam dias em que não queria comer, não queria fazer nada. Queria que não tivesse mais que viver, que não tivesse mais que acordar no dia seguinte e encarar as coisas que estavam acontecendo. [A depressão] Chegou em momentos extremos”, completa.

A loira — que agora está com o cabelo pink — diz que teve a ajuda de uma pessoa durante esse período. Ela incentivou Marcela a procurar ajuda e se tratar. “Comecei a fazer terapia e fui ao psiquiatra. No começo, precisei de medicação para melhorar e fui ‘desmamando’ depois de um tempo”, relembra. Essa fase durou quatro meses e a ex-BBB comemora sua evolução. “Agora estou melhor. Tenho feito coisas que me ajudam, como meditação. Fujo para o meio do mato para me resgatar e voltei a trabalhar com o que gosto, o que foi um alívio também.”

Ela faz um alerta importante para quem se encontra em uma situação parecida: “É bom procurar ajuda e manifestar [o que você está sentindo] para as pessoas ao seu redor. Deixe as pessoas cuidarem de você”, pede.

“Cancelamento”

Segundo a médica, o “cancelamento” — ou seja, o ato de tirar a importância de uma pessoa no contexto social — foi o principal gatilho para desencadear a depressão pois “bagunçou sua identidade”. “Você sai e as pessoas têm mil opiniões sobre você baseadas em nada ou em poucas coisas. Isso mexeu com o que eu tinha de estrutura, de base”, explica.

“O ‘cancelamento’ te coloca num lugar onde você não têm a oportunidade de se desculpar ou de sair. Parece um cercado que vai te limitar para sempre. Com o tempo as coisas passam, mas você se sente presa.”

Marcela ainda diz que enxerga hipocrisia na cultura do “cancelamento”. “É valido pontuar coisas, mas ‘cancelar’ é prejudicial para quem ‘cancela’ e quem é ‘cancelado’. Silencia muitas vozes e é muito hipócrita. Isso foi uma das coisas que o ‘BBB’ me ensinou: a pensar 50 vezes antes de julgar alguém. A vida não é ‘preto no branco’. A vida tem vários tons”, finaliza.

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