'Mar do Sertão' traz elenco nordestino e paisagem inventada

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.06.2018 - O ator Sergio Guizé durante a pré-estreia do filme
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.06.2018 - O ator Sergio Guizé durante a pré-estreia do filme

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma história de amor de encher o coração. Essa é a promessa de "Mar do Sertão", novela da Globo que estreia na próxima segunda-feira (22), mostrando a paixão inocente de Candoca (Isadora Cruz) e Zé Paulino (Sérgio Guizé). A nova trama assumirá a faixa das 18h, substituindo o folhetim de época "Além da Ilusão".

"Mar do Sertão" tem a realidade sertaneja como pano de fundo. A história se passa em uma cidade fictícia chamada Pedra Cantada, inspirada em uma junção de Alagoas; Piranhas, em Goiás; e Vale do Catimbal, em Pernambuco. "É uma cidade fictícia em uma geografia totalmente inventada, são paisagens que nós inventamos", explica Mário Teixeira, autor da trama.

Além do cenário, o escritor reforça que o elenco é em sua maioria composto por artistas nordestinos. "Hoje em dia não tem como falar de uma novela chamada ‘Mar do Sertão’ com o elenco composto em sua maioria por pessoas do eixo Rio-São Paulo. Estamos representando o Brasil do jeito que deve ser, e mostrando talentos novos", completa em conversa com a imprensa da qual a reportagem participou.

Para a atriz Debora Bloch, 59, os fatores trazem "uma brasilidade muito gostosa". Ela ainda comenta que o sucesso de "Pantanal" pode ser atribuído ao registro do Brasil. "O público gosta de ver o Brasil bonito, um país legal", completa. Na trama, ela dá vida a Deodora, mãe do mimado Tertulinho (Renato Góes).

Antes do início das gravações, o elenco e a equipe da novela viajaram durante duas semanas para as cidades que inspiraram Pedra Cantada. Sérgio Guizé diz que foi importante "descobrir a região" já que não era acostumado com esse ambiente. Isadora Cruz, estreante como protagonista, disse que a viagem "trouxe um borogodó para o nascimento dos personagens".

Renato Góes, que interpretou recentemente Zé Leôncio em "Pantanal", afirmou que a viagem o ajudou a se desconectar do personagem e da trama das 21h, que ainda está no ar. "Parei de ver ‘Pantanal’, porque precisei desconectar. Apesar de ter sido rápido, a viagem foi fundamental. Nada melhor do que pisar no solo em que você vai trabalhar para conhecer."

O escritor da novela ainda diz que, apesar de parecer regional, a história trará temas universais. "Falamos de uma pequena aldeia para falar do mundo. Mostramos o Brasil como ele poderia ser. Espero que a novela seja um sopro de vida que estamos precisando. Vamos estrear às vésperas de uma eleição que será super conturbada."

Para José de Abreu, que interpreta o coronel Tertúlio, pai de Tertulinho e marido de Deodora, a novela pode ser considerada uma fábula. "Ninguém tem ideia do que vai ser essa novela. É a sensação de fazer uma obra de arte dentro de uma obra de arte. Me lembra as novelas de Dias Gomes, Aguinaldo Silva."

A trama será dividida em duas fases, a primeira mostrará o romance de Candoca e Zé Paulino, que sofre um acidente e é dado como morto. Após um salto de 10 anos, ele volta à cidade e encontra seu grande amor casado com Tertulinho, seu rival. O elenco conta ainda com nomes como Érico Brás, Caio Blat, Giovana Cordeiro e Wilson Rabelo. A novela também tem Alan Fiterman na direção artística.