Marília Gabriela estreia nas animações com ‘Procurando Dory’

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Marília Gabriela estreia nas animações e volta com o “TV Mulher” após 30 anos (Reprodução)

Na próxima quinta-feira (30), o público brasileiro terá a tão aguardada estreia de “Procurando Dory”, a continuação do fenômeno “Procurando Nemo” (2003), que demorou 13 anos para ser realizada pelos estúdios de Walt Disney em parceria com a Pixar. A animação, que estreou há duas semanas nos Estados Unidos e tem lotado salas de cinema, com um lucro já estimado em U$ 396 milhões, chega ao Brasil com uma participação um tanto quanto inusitada: Marília Gabriela. Em entrevista ao Yahoo!, a jornalista, atriz e escritora falou sobre a sua primeira experiência como dubladora, os desenhos que mais lhe marcaram e a volta do programa “TV Mulher”.

“Para mim o trabalho de dublar um personagem numa animação é uma imensa novidade. O ‘Procurando Nemo’ já foi muito marcante e, quando me convidaram, fiquei honradíssima”, explica Marília, dizendo que espera agradar à sua neta, fã fervorosa de desenhos animados. “Me parece que todas as animações dos últimos anos têm um apelo de serem inteligentes, com mensagens que adultos podem usufruir e crianças conseguem entender. No caso da Dory, ainda há essa memória recente do primeiro filme e sinto que todo mundo espera algo dessa história”, avalia.

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Em “Procurando Dory”, Marília dá voz à locutora do Instituto da Vida Marinha, um centro de reabilitação para animais marinhos na Califórnia. Entretanto, ela revela quais outras animações a marcara ao longo da vida, provando que não é nenhuma novata no assunto. “Eu acho ‘Fantasia’ (1940) deslumbrante. Foi um filme muito marcante para mim, me lembro claramente das cores e das músicas. Entre os mais novos, ‘Divertidamente’ (2015) também me emocionou muito”, explica, acrescentando que, se tivesse a chance de dublar qualquer personagem, seria “aquela bruxa fantástica”, de “Branca de Neve e Os Sete Anões” (1937).

Mas, além de debutar no mundo dos desenhos animados, o ano de 2016 ainda trouxe outro projeto para Marília Gabriela: sua volta ao papel de apresentadora do “TV Mulher”, programa que comandou entre 1980 e 1986 na Rede Globo, e que voltou no mês passado com uma temporada especial pelo Canal Viva. A atração, que debatia na TV aberta alguns dos principais tabus sociais encarados pelas mulheres, retornou com o mesmo caráter questionador e crítico de sempre.

“Infelizmente, não mudou muita coisa. Nós estamos mais ativas, com mais direitos e donas de nós mesmas. Temos cargos, apesar de toda a questão de desigualdade salarial - então ainda temos muita luta pela frente”, comenta Marília sobre o papel social da mulher no país. “O que eu reparei é que essa chamada ‘cultura do estupro’, hoje, é tratada na TV. Na época em que o programa foi ao ar pela primeira vez, havia até passeata das Senhoras de Santana querendo proibir a discussão da sexualidade feminina”, lembra Marília sobre o grupo de mulher católicas e conservadoras que tentou exercer a censura contra o quadro de Marta Suplicy em sua atração.

Apesar das dificuldades, Marília não deixa de ter uma visão otimista sobre a situação geral e o futuro guardado para as mulheres: “Hoje, a sexualidade aflorou de uma tal maneira que não pode ser ignorada e precisa ser respeitada. As mulheres sempre foram guerreiras, sempre criaram seus filhos e lutaram. Com base nas evidências da nossa sociedade, só podemos agora melhorar o que já temos”.

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