Malvino Salvador defende Bolsonaro e critica jornalismo da Globo

Malvino Salvador fala sobre Jair Messias Bolsonaro (Reprodução Youtube)
Malvino Salvador fala sobre Jair Messias Bolsonaro (Reprodução Youtube)

Após votar em Jair Messias Bolsonaro (PL) em 2019, Malvino Salvador afirmou que votará novamente no político. Para o ator, o presidente "tem boas intenções" e foi massacrado pela imprensa, especialmente pela Globo.

"Bolsonaro tem boas intenções, mas faz algumas escolhas erradas, principalmente na forma de se comunicar. Nem todo governo é sempre assertivo ou errado, mas eu encaro ele [Bolsonaro] com boas intenções. Acho que ele está sendo massacrado pela mídia de uma forma desonesta. Deveria ter espaço pra se mostrar também o que faz de bom", afirmou em entrevista ao podcast "Cara a Tapa".

Postura parcial da emissora

Sobre o jornalismo da Globo, emissora na qual trabalhou por mais de 20 anos, Malvino opina que sente falta de uma postura "imparcial" diante da campanha política. "Eu falo de peito aberto: Eu acho que o jornalismo tem que isento. Não pode tomar lado de maneira alguma. Quem tem que formar a consciência é a pessoa, que tem que ter acesso aos dois lados da moeda".

Vale lembrar que em 2020, após ter votado em Bolsonaro, Malvino afirmou que se decepcionou com a postura do presidente sobre temas como cultura e meio ambiente. “Não sou daquela coisa de me abster, votar em branco ou nulo. Acho que a gente precisa votar. O meu voto naquele momento foi um voto pragmático, foi uma escolha que eu fiz diante do que eu via, da minha insatisfação com quem poderia entrar no poder [PT]. Mas isso não quer dizer que eu apoie a outra pessoa [Bolsonaro]”, afirmou à publicação.

O próprio Malvino afirma que atualmente há “uma tentativa de vilipendiar a cultura”. “Não entendem que é preciso haver fomento. É preciso se pensar na cultura como se pensa no agronegócio e em outras áreas importantes, é preciso injetar dinheiro. O que me angustia nesses últimos anos é perceber uma violência desmedida e descabida contra ela. Virou a Geni”, disse.

O intérprete critica o tratamento dado, por exemplo, à Lei Rouanet, sempre citada por quem acha que o governo não deve incentivar produções culturais. “Virou como se fosse uma coisa do diabo, onde as pessoas ganham dinheiro adoidado, e não é assim. A gente sabe que existem distorções, sim, é preciso corrigir, mas tem uma infinidade de gente que vive da cultura através de incentivos fiscais”, analisou.