Majur estampa capa da revista britânica Gay Times e fala sobre resistência LGBTQIA+

Bruna Nogueira
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A entrevista entrou na versão digital da revista (Reprodução)
Reprodução

A cantora baiana Majur estampou a capa digital da revista britânica Gay Times. A edição foi publicada nesta quarta-feira (16) e está maravilhosa. A publicação apresentou a história da cantora, que falou mais sobre os objetivos profissionais e os próximos projetos. Dá só uma olhada na capa da edição:

“Tive uma educação simples, éramos só eu e minha mãe, Luziane. Ela cuidou de mim; Eu era muito jovem quando meu pai foi embora. Ela costumava reciclar lixo por dinheiro. Eu frequentemente acabava ajudando ela também. Hoje eu percebo tudo pelo que ela passou. Ela me ajudou a me amar do jeito que eu era”, disse na entrevista.

Na conversa, a cantora disse que se apaixonou por música ainda jovem, quando a mãe a colocou no coral da igreja. Dali em diante, ela começou a encontrar nas canções um significado maior. “Fazer música me ajudou a ter consciência da energia presente em meu corpo, minha espiritualidade – como algo que eu pudesse tocar”, explicou.

Majur também falou sobre como a participação em “AmarElo”, com Emicida e Pabllo Vittar, carrega uma mensagem de força aos excluídos. “Sei que tem gente com medo porque o Brasil é um dos países que mais mata LGBTQIA + no mundo, mas ainda temos que ter coragem e nos fazer ouvir. Não há outra opção”, afirmou.

A cantora disse que o próximo trabalho será sobre ancestralidade e comentou sobre como ter a oportunidade de se expressar como uma artista negra e trans é um privilégio. “Meu corpo, minha existência, já é uma declaração política em uma sociedade que não celebra nossa comunidade. Não termos medo de nos reunirmos e celebrarmos nosso valor é uma forma de resistência. Minha voz, minha música, é o que me dá vida”, finalizou.

A entrevista pode ser lida na íntegra aqui.