Maisa Silva revela motivação para transição capilar: 'Sentia dor no couro cabeludo'

Registro de Maisa na gravação do Teleton (Foto: Lucas Ramos/ Brazil News)
Registro de Maisa na gravação do Teleton (Foto: Lucas Ramos/ Brazil News)

Além do carisma e talento, Maisa Silva é referência em estilo. A comunicadora de 20 anos costuma chamar atenção com seu visual autêntico e jovial. Recentemente, ela passou por mais uma mudança capilar. A atriz e nova embaixadora da Salon Line está com cachos avermelhados. “Sou a Lavagirl agora”, brincou sobre o novo cabelo nas redes sociais.

No entanto, foi uma longa caminhada até Maisa adquirir seus cachos coloridos firmes e fortes. Quando era mais nova, ela começou a fazer procedimentos químicos para alisar os fios, até que, mais tarde, em 2018, decidiu voltar às suas origens e passar pela transição capilar para recuperar seus fios de forma natural.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo, a jovem relembra o que a motivou passar por essa mudança. “Estava cansada de fazer progressiva. Sentia dor no couro cabeludo quando passava por esse processo no salão. Percebi ser refém do meu cabelo de um determinado jeito e estava cansada. Comecei a ouvir mais sobre isso, e aos poucos, desapeguei da ideia da progressiva e foi um processo muito bom, durou dois anos, mas foi difícil”, conta.

Além do resultado, a atriz passou por outro processo: o de autoaceitação. De acordo com ela, não foi um caminho muito fácil. “Tinha dias que a minha autoestima ficava bem para baixo, mas durante esses dois anos minha cabeça mudou bastante. Estou mais que realizada de ter passado por esse processo”, afirma.

A trajetória foi um pouco mais gratificante por ter ganhado uma parceira — sua mãe, Gislaine. Maisa relata que ambas se ajudavam na caminhada. “Passei esse processo da transição com a minha mãe. Por conta disso, a gente se aproximou mais, eu ajudava ela e ela me ajudava. Foi algo muito importante e mudou minha vida mesmo”.

Figura pública, a atriz compreende que sua decisão pode influenciar várias garotas. “Uma das coisas mais gratificantes é quando estou na rua, em algum lugar, ou nas redes sociais, e ouço comentários que ajudei alguém a passar pela transição”, afirma, emocionada. Foi o que aconteceu anos antes quando outras mulheres, especialmente negras e crespas, encabeçaram o movimento pela valorização dos fios naturais.