Maia chama Moro de 'extrema direita' e diz que chance de apoiar chapa com ex-ministro é 'zero'

Redação Notícias
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Brazil's Lower House Speaker Rodrigo Maia speaks during a key vote by the lower chamber on whether to suspend President Michel Temer and put him on trial over an alleged bribery scheme to line his pockets, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 2, 2017. Temer appeared to have the upper-hand and is confident he can survive bribery charge vote. (AP Photo/Eraldo Peres)
"Não posso apoiar uma chapa integrada por alguém de extrema direita", afirma Maia, referindo-se a Sérgio Moro (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, nesta segunda-feira (9), que as chances de apoiar uma chapa à Presidência da República em 2022 com o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, é “zero”. Segundo ele, um dos motivos seria porque Moro é de “extrema direita”.

“Não posso apoiar uma chapa integrada por alguém de extrema direita", disse Maia, referindo-se ao ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (sem partido).

Na visão do presidente da Câmara, Moro já mostrou ser de extrema direita ao defender propostas como o excludente de ilicitude, que isentaria policiais de punições caso cometessem crimes em ação.

"Moro já defendeu ideias e divide a parte do eleitorado de extrema direita com Bolsonaro. Por isso ele cai nas pesquisas quando disputa com o presidente", afirmou.

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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, na primeira quinzena de setembro, o governador João Doria (PSDB-SP) recebeu em sua casa o ex-ministro da Justiça e sua esposa, Rosângela. Os principais assuntos do encontro foram a conjuntura política e a necessidade da união de nomes para fazer frente principalmente ao presidente Jair Bolsonaro.

Dessa conversa, surgiu uma articulação denominada como “centro-direita” para 2022, incluindo três nomes: João Doria, Luciano Huck e Sergio Moro.

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, os dois poderiam ter o apoio do DEM, partido do presidente da Câmara, para se candidatar a presidente. No entanto, a presença de Moro teria oposição de Maia, uma das maiores lideranças do partido.

Numa entrevista publicada nesta segunda (9) pelo jornal O Globo, Moro admitiu que se encontrou com Luciano Huck e afirmou que tem conversado com pessoas "de centro".

Ele cita como possíveis "bons candidatos" do que considera "centro", além de Huck e Doria, também o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro.