Magoada com a Band, Claudete Troiano mostrava o dedo do meio para emissora

Foto: Divulgação/TV Aparecida

Claudete Troiano tem um currículo de peso na televisão. Com passagens pela Gazeta, Manchete, Record, Band e SBT, a veterana é bem sincera ao contar suas experiências em cada uma das emissoras.

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Em conversa com jornalistas sobre a estreia nas noites da TV Aparecida, a apresentadora revelou ter se magoado com a Band em 2005.

Na época, deixou a Record para trabalhar na emissora do Morumbi por ser mais perto de sua casa. O que também encheu os olhos no convite foi a promessa de apresentar um programa noturno, projeto que não se concretizou até hoje.

“A Record não me mandou embora. Tenho a carta guardada. Eles me chamaram para renovar por mais cinco anos, mas a Bandeirantes é do lado da minha casa e tinha me convidado. Teve um diretor da Record que falou algo que não gostei, então resolvi sair achando que apresentaria meu programa à noite”, diz ela.

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Além de não ter tido a oportunidade de mudar de horário, o ‘Pra Valer’, apresentado por Claudete no horário vespertino, começou a sofrer muita pressão por audiência, algo que a artista não entende até agora. “O público gostava de mim”, afirma, recordando como foi difícil ser demitida pouco tempo depois.

Ainda segundo ela, que se arrepende de não ter renovado contrato com a Record, da varanda de sua casa dá para ver o prédio da Band. De lá, mostrava o dedo do meio para a empresa que não a valorizou.

“Não merecia aquilo. Tinha patrocínio, o público gostava de mim. Mas agora entendi o recado de Deus. Agora, que estou na Aparecida, passo na frente da Band e mando beijos. Falo assim: ‘Band, te perdoei’”, confessa.

Claudete em gravação de programa da TV Aparecida (Foto: Divulgação)

Claudete entende que Deus tinha planos maiores para a sua vida. No dia 28 de junho, inclusive, o sonho de apresentar uma atração noturna será realizado na TV Aparecida. Para ela, o acontecimento serviu de lição, já que não soube valorizar um pedido que havia feito para Deus antes de pensar em assinar com a Band.

“Tinha pedido para ficar na Record. Deus não queria meu mal, aqui sou mais útil do que se estivesse lá. Mas, para quem não queria ir do Morumbi para a Barra Funda, agora vem até Aparecida. Eu aprendi. Entendi o que Deus queria”, conta.

Espírito aventureiro

Antes disso, Claudete já tinha se dado mal em uma troca de emissoras. Quando trabalhava ao lado de Ione Borges na Gazeta, lembra de ter sido chamada com a colega, pela direção da casa, para ser avisada que nunca seriam mandadas embora porque atraiam muitos anunciantes para o canal.

“O diretor disse que o dia que a gente não quisesse ir para o ar, a gente poderia trabalhar na direção. A Ione saiu com um sorriso enorme e eu fiquei desesperada. Pensava que ‘nunca mais’ é muito tempo. E em nove meses fui para a Manchete”, afirma a artista, que não gosta de ficar muito tempo em um lugar só.

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Acho que você tem que ter coragem mesmo quando as coisas dão errado. Quando saí da Gazeta para ir para a Manchete, por exemplo, aceitei ganhar metade do salário. Tinha carteira assinada e tudo. Mas quis deixar tudo para lá e tentar. Foi um ano muito difícil”, conta a veterana.

Foto: Reprodução/Manchete

Depois que convenceu seus familiares e embarcou na mudança, Troiano viveu um período complicado. Hoje, entende que tudo isso foi importante para a construção de sua carreira.

“Via dinheiro entrando na Manchete, fazia uns 32 merchandising e as pessoas não recebiam. Fiquei lá com a TV caindo aos pedaços, só sobrou eu e o Jiraya do desenho na programação. Mas não me arrependo. Queria estar em um lugar novo e tentei”, revela a veterana.