Mãe ouve a pergunta ‘quando nasce?’ um mês após dar à luz – a resposta viraliza

Foto via Facebook/Laura Mazza

“Quando nasce?”

Esta é uma questão simples que pode ter um peso enorme para uma mulher que não está grávida, que está tendo uma gestação difícil, ou que já teve seu filho.

Para uma mãe, esta pergunta surgiu quatro semanas depois que seu bebê nasceu.

Laura Mazza, blogueira australiana, costuma viver seu dia a dia com muito bom humor, e construiu uma comunidade de seguidores online, com quem compartilha seus textos. No entanto, esta publicação foi diferente.


It happened. I got asked the three words that every woman dreads when she is not pregnant (well four words)“So when…

Posted by Laura Mazza – Mum on the Run on Wednesday, July 11, 2018

“Eu ouvi a pergunta que toda mulher teme quando não está grávida. ‘E aí, para quando é?’ Ela não estava perguntando sobre a minha próxima menstruação, a minha próxima ida ao banheiro, ou uma promoção no trabalho… para quando é o meu bebê? Foi isso que ela quis dizer. (Meu marido, com medo que eu ficasse chateada, disse que talvez ela estivesse se referindo a outra coisa… mas foi isso que ela quis dizer),” escreveu Laura no Facebook.

“Eu queria dizer que meu filho já havia nascido há um mês, mas em vez disso falei ‘Outubro!’, porque sou idiota e não queria que ela se sentisse mal”.

No entanto, Laura diz que em vez de se sentir mal consigo mesma, decidiu lidar com a situação de outra maneira.

“Eu não fiquei brava. Eu não fiquei triste. Eu não fiquei envergonhada. Eu não me senti mal. Eu ainda pareço estar grávida, e na verdade, como não pareceria?” perguntou ela.

“Eu tive meus bebês com dois anos de diferença. Fui responsável pelo crescimento dos seus ossos, seus olhos, seus pequenos narizes e dedos dos pés, e eu criei seus lindos e pequenos corações. Meus órgãos se amassaram para permitir que eles crescessem, e meus músculos se separaram para que eles ficassem maiores. Eles nasceram de parto normal, e eu os alimentei com o meu corpo. Passei noites inteiras acordada, amamentando meus filhos. Estou assistindo ao seu crescimento, nutrindo-os, e cuidando deles de maneira exaustiva”.

“Às vezes eu abro a porta para o carteiro e o meu seio direito (eu o chamo de ‘teta do poder’) está pendurado para fora da roupa, meu cabelo está embaraçado porque não tive tempo de penteá-lo, e eu continuo usando minhas calças legging de maternidade. Mas eu olho para eles, para as pequenas criaturinhas que criei, e vejo que eles são seres maravilhosos, verdadeiramente maravilhosos,” continuou ela.

“Uma amiga minha disse que se sentiu muito mal por ainda ter seu ‘corpo de mãe’ três meses depois de dar à luz seu bebê… Por que eu, ou ela, teríamos que nos preocupar em esconder as evidências de tudo que conseguimos? De tudo que fizemos? Por que deveríamos nos sentir mal? Por que qualquer pessoa deveria se sentir mal?


Posted by Laura Mazza – Mum on the Run on Friday, June 8, 2018

A postagem sincera de Laura caiu como uma luva para diversas seguidoras ao redor do mundo, e muitas mães compartilharam suas próprias histórias.

“Eu ouvi esta pergunta quando estava comprando analgésicos há algumas semanas. A moça atrás do balcão apontou para a minha barriga e disse ‘estes não são aconselháveis durante a gravidez…’ Olhei fundo nos olhos dela e disse ‘Eu simplesmente amo bolo’. Nunca vi aquele tom de vermelho no rosto de uma mulher antes. Ela não conseguia parar de pedir desculpas! Posso dizer com segurança que três bebês, em três anos, deixaram sua marca,” uma seguidora comentou.

“Acabei de ter uma conversa parecida com a minha mãe. Há tantas mulheres que matariam para ter meu ‘corpo’ pós-parto (pareço estar grávida de cinco meses, 10 meses depois do nascimento do meu filho),” outra acrescentou. “Por que elas matariam por isso? Porque eu gerei, pari, e estou criando um menino lindo e saudável, e elas lutam contra a infertilidade e a perda. Eu preciso parar de ser tão dura comigo mesma e celebrar o meu corpo de mãe. O ‘corpo de pai’ está na moda, então de mãe também, não é?”

A mãe de dois filhos entende a pressão direcionada aos corpos das mulheres.

Depois de receber tantas respostas positivas online, Laura espera que as mulheres consigam começar a celebrar seus corpos pós-parto, e que sua história sirva para desencorajar as pessoas a julgar a aparência física de quem quer que seja.

“Quando estivermos à beira da morte, vamos falar sobre a nossa aparência depois de dar à luz, ou vamos falar sobre as pessoas que demos à luz? Então, se você ainda parece estar grávida, se você foi confundida com uma grávida, se você tem uma barriga molenga deliciosa como eu… celebre-a,” disse ela.

“Não há problema em querer mudar o seu corpo, mas, neste ínterim, não gaste nem um segundo odiando-o. Ele fez algo maravilhoso, ele fez a vida”.

Krista Thurrott