Mãe faz post denunciando escola que expulsou sua filha trans em Fortaleza

Reprodução/Facebook Mara Beatriz

Uma mãe da cidade de Fortaleza, no Ceará, usou o Facebook para denunciar a escola em que a filha estudava. Mara Beatriz afirma que Lara, de 13 anos, foi expulsa unicamente por ser transgênero.

Leia mais: Adolescente trans compartilha relato íntimo de sua transição de gênero

A instituição é a Escola Educar Sesc, ligada ao Sistema Fecomercio, onde a adolescente estudou desde que tinha 2 anos de idade. Segundo Mara, o colégio já não vinha respeitando a resolução 12/2015, que garante o “reconhecimento e adoção do nome social em instituições e redes de ensino de todos os níveis e modalidades, bem como o uso do banheiro de acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

“Desrespeitava o nome social, colocando o nome civil em todos os registros, tais como frequência, avaliações, boletins, a submetendo ao constrangimento. O banheiro feminino também lhe foi negado, com a recomendação que usasse o banheiro da coordenação”, diz em parte do texto.

Leia mais: Homem trans compartilha o incrível antes e depois da transição nas redes sociais

A situação chegou ao ápice quando Mara foi convocada para uma reunião na escola. “Hoje, no CÚMULO DA TRANSFOBIA, me chamaram pra uma reunião e “recomendaram” que nossa família procure outra escola, que possa atender “as necessidades” dela. Admitiram que ela é uma ótima aluna, com boas notas e comportamento, mas não vão fazer a matrícula dela para o ano de 2018. Simplesmente a expulsaram, a enxotaram. E quando eu questionei nos escorraçaram: “os acompanhem, já terminamos a reunião”. Lara e nós, pais, nunca nos sentimos tão constrangidos, humilhados, diminuídos, desrespeitados”, desabafa.

Para ela, não há outra justificativa para a expulsão que não seja a transfobia, uma vez que a menina possui um histórico exemplar. “Um lugar que Lara tinha como uma segunda casa, onde ela cultivou todas as suas amizades, nos deu a decepção mais amarga. Mas transformaremos esse gosto azedo em força para lutarmos por Justiça!!! Já fizemos um B.O. na Dececa, entramos em contato com a advogada do Centro de Referência LGBT Janaina Dutra e vamos até as últimas consequências. Pela Lara e por todxs que virão depois dela”, finalizou.