Mãe cria empresa de táxi só para mulheres

Sade Agboola ficou surpresa por esse nicho de mercado ainda existir [foto: SWNS]

Uma mãe do sul de Londres criou seu próprio serviço de táxi, que só transporta mulheres e crianças.

Sade Agboola sentiu que havia uma abertura para o negócio no mercado, especialmente depois de saber que a licença do Uber não seria reemitida na capital.

Preocupada com a segurança de suas amigas e familiares, ela decidiu tomar as rédeas do negócio e começar sua empresa.

Ela disse: “Muitas vezes, uma mulher precisa voltar sozinha para casa à noite e não se sente segura em pegar um taxi. Tenho amigas que são mães e se sentem desconfortáveis ao utilizar transportes públicos ou empresas privadas de transporte”.

Sua empresa, Annisa Cars, cobre os bairros de Croydon, Sutton, Brixton e Streatham, e espera conseguir ampliar o serviço para atender todo o sul de Londres, no ano que vem.

Sade pretende expandir o seu negócio por toda a Londres [foto: SWNS]

Além de garantir que as mulheres cheguem em casa com segurança, Sade também começou a empresa para oferecer uma opção segura para crianças.

“Os pais precisam que alguém busque seus filhos na escola enquanto eles trabalham, e muitos serviços não buscam pessoas abaixo de 16 ou 18 anos, desacompanhados”, continuou ela. “Eu pesquisei bastante e descobri que havia uma necessidade desse serviço. Fiquei surpresa por ninguém ter pensado nisso antes”.

Um dos elementos mais importantes para Sade é manter as pessoas seguras, algo que ela acredita que atualmente os serviços de táxi existentes não fazem.

Ela disse: “Ocorrem assédios com muita frequência em táxis. Fiquei chocada ao descobrir isso. Mesmo que os motoristas sejam licenciados e tenham a documentação em dia, isso ainda acontece”.

“A questão da segurança não é levada suficientemente a sério. Mulheres e crianças nunca deviam se sentir desconfortáveis ou inseguras por causa de um motorista”.

Ela tirou sua licença há quatro meses e atualmente tem cinco motoristas atuando na Annisa Cars. Ela também tem 30 vigilantes, capazes de cuidar das crianças caso os pais trabalhem fora do horário escolar.

“Se o Uber realmente parar de funcionar, haverá uma grande lacuna no mercado, que nós poderíamos preencher, disse ela”.

‘Há também muitas motoristas que trabalham no Uber – e que seriam bem-vindas conosco”.

Todas as motoristas são licenciadas e concluíram cursos de saúde e segurança”.

Em algum momento, Sade pensa na possibilidade de pegar passageiros homens também, mas somente em carros dirigidos por motoristas do sexo masculino”.

Georgie Darling