Mônica Martelli diz que recebeu ligação de Paulo Gustavo no hospital: "Ele tinha muito medo de morrer"

Resumo da notícia

  • Mônica Martelli se emocionou ao lembrar de uma ligação que recebeu de Paulo Gustavo durante a internação do amigo

  • A apresentadora afirmou que Paulo tinha muito medo de morrer

  • Mônica também criticou o governo federal, e afirmou que ninguém mais deveria morrer de Covid-19 no Brasil

Em seu retorno ao 'Saia Justa', do GNT, Mônica Martelli se emocionou ao falar da morte de Paulo Gustavo, e explicou que o amigo disse que tinha muito medo de morrer de Covid-19.

Mônica contou que ela e os amigos de Paulo Gustavo criaram um grupo de apoio no Whatsapp quando o humorista foi internado, e que fizeram ligações para consolar o amigo no hospital.

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"Esse grupo se uniu, os amigos dele se reuniram e só conseguimos atravessar esse deserto de dor por causa desse grupo. A gente rezava juntos, fazia zoom todo dia. Ontem, a gente combinou que, assim que acabasse a missa, a gente ia postar esse vídeo dizendo que ele queria vacina. Ele tinha muito medo de morrer, falava toda hora isso. Se eu pegar, vou morrer. No hospital, depois que ele saiu do oxigênio, ele me ligava e dizia que estava sofrendo muito, que não era uma gripezinha, que era muito doído", lamentou, chorando.

A apresentadora afirmou que o governo federal é responsável pela morte de Paulo Gustavo, e que não existe fatalidade na tragédia. "Todo mundo que amava o Paulo Gustavo tem que se perguntar: por que no Brasil não temos vacina suficiente? A gente tem que se perguntar. Não foi uma fatalidade. Ele era um homem saudável, sem nenhuma comorbidade. Existe responsável para isso. Fico indignada, mas o que sinto mais forte é perplexidade".

Atualmente, o Senado apura ações e omissões do governo federal no combate à pandemia na CPI da Covid. O depoimento mais recente foi do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que se esquivou sobre o uso da cloroquina e negou ter autorizado a distribuição do medicamento. De acordo com as informações já levantadas pela CPI, o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) recusou 11 ofertas formais de fornecimento contra a Covid-19. Todas as propostas foram ignoradas pelo Ministério da Saúde.

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