Márcia Fellipe diz que seu forró empoderado já ajudou a tratar pessoas com depressão

LEONARDO VOLPATO
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Sucesso no Nordeste, a cantora de forró manauara Márcia Fellipe, 41, disponibilizou nas mídias digitais e no YouTube a primeira parte de seu DVD "A Fenomenal", nome que faz parte de seu RG, porque é dessa forma que os fãs a chamam. A segunda parte chegará em 18 de dezembro. Em uma superprodução, a cantora recebeu as participações especiais de Wesley Safadão e MC Marks. O cenário escolhido para esse novo momento foi o galpão da Indústria Naval (Inace), em Fortaleza (CE). Gravado em meio a pandemia, ela conta que todos os protocolos foram tomados para assegurar a segurança de todos os envolvidos no projeto. A primeira parte do DVD tem um repertório de sete músicas, cinco delas inéditas e duas regravações: "A mãe tá on" e "Status". "Dividimos em duas partes por causa das plataformas digitais e por ser mais fácil de a turma escutar. Trazemos um forró romântico bem envolvente", diz a cantora. Com 15 anos de carreira, Márcia Fellipe afirma que teve sua agenda de shows afetada com a pandemia. Ela diz que fazia quase 40 shows por mês e uma tinha rotina bem atribulada -agora já são dez meses sem se apresentar. "Ainda bem que meu marido é produtor musical e não parou. Dá para pagar os boletos", brinca. "Canto de tudo um pouco. O que mais gosto é poder desenvolver meu dom e procurar me superar nas adversidades." Sua música de trabalho atual é "Deus na Frente", composição de amigos que conta com a colaboração de MC Marks e traz uma mensagem de otimismo e de fé. O videoclipe já está disponível no YouTube desde sexta passada (6). Com um estilo próprio, Márcia Fellipe diz se inspirar no povo brasileiro e em seus dramas para escolher as canções que leva a cada projeto. "Gosto de escolher letras que trazem emoção e mensagens positivas, fé na caminhada e fé em Deus." E por falar em mensagens positivas, ela conta que a sua música já ajudou até a tratar de pessoas com depressão. "Uma vez vi uma pesquisa que a maioria das pessoas depressivas começam ouvindo músicas que abordam tristeza. Gosto de músicas de superação, de volta por cima, que contagiem e que curem. Conheci gente com Alzheimer e depressão que escutava as minhas músicas e se sentia melhor." A artista afirma que sempre gostou de cantar, mas até conseguir sua primeira oportunidade em um barzinho, ela trabalhou bastante em uma fábrica de relógios. Seu sonho, diz Fellipe, é rodar o Brasil inteiro com a sua música para mostrar que a sua vertente não é regional. "Primeiro de tudo, eu almejo ser um ser humano melhor. Em termos materiais, Deus tem um propósito a cada um e o que for para ser meu, será", diz a artista antes de dar detalhes sobre o que quer para o seu futuro. "Desejo sempre alcançar o maior público, independentemente da região. Seja na região Sul, Sudeste, Norte... Quero levar minha música e ser feliz."