Lula diz que só será candidato se houver “razão maior”: “Vai depender das alianças políticas que vamos fazer”

Anita Efraim
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Brazilian former President Luiz Inacio Lula da Silva attends a meeting with Italian Cgil union, in Rome, Thursday, Feb. 13, 2020. Da Silva was released from prison in early November after 19 months in detention, when Brazil's Supreme Court ruled a person can be imprisoned only after all appeals have been exhausted. Da Silva, who governed Brazil from 2003 to 2010, denies wrongdoing and says corruption cases against him are politically motivated. (AP Photo/Andrew Medichini)
Ex-presidente Lula diz que será candidato se for necessário para derrotar o bolsonarismo (Foto: AP Photo/Andrew Medichini)

O ex-presidente Lula afirmou que, caso reavenha os direitos políticos, não necessariamente será candidato à presidência da República em 2022. Em entrevista ao UOL, o petista afirmou que se colocará à disposição se houver uma “razão maior”.

“Vai depender das circunstâncias políticas. Vai depender do PT, das candidaturas dentro do PT, das alianças políticas que vamos fazer. Vamos ser francos: eu já fui presidente da República, eu não preciso ser novamente. Para eu ser candidato, precisa de uma razão maior. Se for necessário para derrotar o tal do bolsonarismo, não tenha dúvida que me colocarei à disposição”, declarou.

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Lula ainda afirmou que entende que Fernando Haddad (PT) é a melhor possibilidade para ser candidato na próxima eleição presidencial. O mandatário ainda elogiou Guilherme Boulos, do PSOL. O ex-presidente, no entanto, não negou que pode ter importância no pleito.

“Eu quero ter importância nas eleições, porque qualquer poder de transferência de voto, eu vou pedir para meus apoiadores votarem em um companheiro meu”, disse ao jornalista Kennedy Alencar, no UOL.

Sobre uma frente ampla, Lula deixou claro que, para ele, as alianças são feitas no segundo turno. “Objetivamente: eu acho que o PT tem que ter candidato no primeiro turno. Como você vai escolher o candidato de uma frente ampla? Qual o critério?”, questionou. “Se tiver segundo turno e o PT for para o 2º turno, o PT vai procurar outras forças políticas para conversar. A grande aliança se dá no segundo turno, sempre foi assim.”

O ex-presidente colocou Bolsonaro como um forte candidato, com chances de ir ao segundo turno.

Ao comentar sobre a possibilidade de Luciano Huck ser candidato, o petista classificou como uma “aventura”. “Não sabemos ainda o jogo, porque não está definido. O que sabemos é que Bolsonaro tem candidato, que é ele, e que o PT está dizendo que vai ter candidato, se não houver uma aliança política, um candidato melhor que o do PT.”

“Esse negócio de terceira via é conto de fadas que nem crianças acreditam mais. As pessoas que falam em terceira via são os que não tiveram coragem de votar em Fernando Haddad em 2018”, criticou.