Lula: "Na minha época vacinamos 80 milhões em três meses. Cadê o Zé Gotinha?"

Ana Paula Ramos
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Lula
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O ex-presidente ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro, principalmente na condução da pandemia do coronavírus e na falta de vacinação contra a covid.

"Na minha época vacinamos 80 milhões em três meses. Cadê o Zé Gotinha? Bolsonaro mandou embora porque achou que era petista".

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"Não me importa de que país, não me importa se é duas ou uma e quero fazer propaganda pro povo brasileiro. Não siga nenhuma decisão imbecil do Presidente da República ou do Ministro da Saúde. Tome vacina. Tome vacina porque a vacina é uma das coisas que pode livrar você do covid. Mas, mesmo tomando vacina, não ache que pode tomar vacina e já tirar a camisa, ir pro boteco pedir uma cerveja gelada e ficar conversando. Não. Precisa continuar fazendo o isolamento e continuar usando máscara e álcool-gel. Pelo amor de Deus", afirmou.

"Eu acredito que Jesus pode salvar as pessoas, mas as pessoas precisam se ajudar", acrescentou.

Lula realiza nesta quarta-feira (10) seu primeiro pronunciamento após decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todas as condenações envolvendo as investigações da Operação Lava-Jato.

A fala pública do ex-presidente acontece no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, seu berço político, mesmo local em que falou a apoiadores momentos antes de ir para a prisão em Curitiba, em abril de 2018.

Na segunda-feira (8), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou todas as condenações do petista pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Ao decidir sobre pedido de habeas corpus da defesa de Lula impetrado em novembro do ano passado, Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula.

Aliados do presidente Jair Bolsonaro comemoraram, nos bastidores, a decisão que restabelece os direitos políticos do ex-presidente, por considerarem Lula o "opositor ideal" na eleição de 2022.