• Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Luiza Brunet sobre violência contra a mulher: "A denúncia é primordial para que a gente se mantenha viva"

·2 min de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

Há cinco anos, a empresária e modelo Luiza Brunet, 59, era agredida fisicamente pelo ex-parceiro, o empresário Lirio Parisotto (um dos bilionários mais ricos do Brasil e do mundo), durante uma viagem aos EUA. Com um olho roxo estampado em todos os jornais do país, ela revisitou involuntariamente a história de dor de sua mãe, a costureira Alzira Botelho da Silva, que durante 17 anos foi vítima de violência doméstica por parte de seu companheiro.

"Aos 54 anos de idade, quando sofri violência doméstica, que tive as quatro costelas quebradas, aquele famoso olho roxo… a rede de apoio que eu tive me fortaleceu demais! Então, hoje ajudo as mulheres da mesma forma que fui ajudada. Quebro o barraco, se precisar. Denuncio! Eu faço o escambau", afirma Luiza, que se tornou uma das principais vozes pelos direitos das mulheres e na luta contra a violência.

Leia também

A ativista denunciou seu agressor, ele foi condenado e o caso segue no Superior Tribunal de Justiça. Luiza move uma ação de partilha de bens por união estável que já foi indeferida em duas instâncias dos tribunais de São Paulo.

Neste papo com o Yahoo Entrevista!, a modelo fala das violências morais, patrimoniais e sexuais que viveu, além de ressaltar a importância da rede de apoio e o acolhimento social à vítima, e defende que educação sexual em casa e nas escolhas em prol de uma sociedade de equidade.

"Fui muito revitimizada, muito julgada pela sociedade, com chancelas horrorosas do tipo que era golpista. O medo da sociedade, julgamento da sociedade, vergonha de se expor dentro da família, para os vizinhos, isso inibe muito as mulheres a fazerem denúncia. No momento em que eu decidi fazer a denúncia, achei que tinha essa responsabilidade como mulher, como cidadã. A denúncia é primordial para que a gente se mantenha viva. Só 10% das mulheres fazem denúncia. Você imagina os 90% que ficam escondidas na invisibilidade por falta de um acolhimento, por falta de uma ouvidoria mais sistemática e mais acolhedora", defende.

Violência

O Brasil é um dos países em que mais se matam mulheres, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Pelo menos cinco mulheres foram assassinadas ou vítimas de violência por dia em 2020. Os dados da Rede de Observatório da Segurança, que mostra ainda que cinco estados brasileiros - São Paulo, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Ceará - registraram, juntos, 449 casos de feminicídio no ano passado. Ou seja, assassinatos motivados por gênero, elas morrerem por serem mulheres.

Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos foi vítima de algum tipo de violência na pandemia no Brasil, apontou a pesquisa Levantamento do Datafolha. A violência na rua caiu e aumentou dentro de casa.

Confira o bate-papo completo no vídeo acima.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos