Luiza Brunet fala da importância da Lei Maria da Penha, que completa 15 anos

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A Lei Maria da Penha que tem como objetivo proteger mulheres contra agressões —física, sexual, psicológica, moral e patrimonial — completa 15 anos no dia 7 de agosto e vamos debater a importância da luta contra a violência com a empresária e ativista pelo direitos das mulheres Luiza Brunet, nesta terça-feira (3), às 18h no nosso canal do Youtube.

A Lei leva esse nome, pois em 1983, a biofarmacêutica Maria da Penha dormia quando levou um tiro de escopeta na espinha dorsal, aos 38 anos, e ficou paraplégica . O autor do crime foi seu ex-marido. Eles se conheceram em 1970. Ela fazia mestrado na Universidade de São Paulo (USP), onde o colombiano Marco Antonio Heredia Viveros era bolsista no curso de economia.

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Demorou mais de seis anos para que o agressor de Maria da Penha fosse julgado. Ele foi condenado e ficou dois anos detido. Logo depois foi para o regime semiaberto e atualmente está em liberdade total.

Aos 54 anos, Luiza Brunet foi agredida pelo seu ex-parceiro, o empresário Lirio Parisotto (um dos bilionários mais ricos do Brasil e do mundo), e teve um olho roxo e quatro costelas quebradas durante uma viagem aos EUA. Ela denunciou a agressão e ele foi condenado. O caso segue no Superior Tribunal de Justiça. A modelo move uma ação de partilha de bens por união estável que já foi indeferida em duas instâncias dos tribunais de São Paulo.

A modelo também foi vítima de violência sexual quando tinha entre 12 e 13 e durante 17 presenciou a mãe ser agredida pelo pai.

Violência

O Brasil é um dos países em que mais se matam mulheres, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Pelo menos cinco mulheres foram assassinadas ou vítimas de violência por dia em 2020. Os dados da Rede de Observatório da Segurança, que mostra ainda que cinco estados brasileiros - São Paulo, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Ceará - registraram, juntos, 449 casos de feminicídio no ano passado. Ou seja, assassinatos motivados por gênero, elas morrerem por serem mulheres.

Uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos foi vítima de algum tipo de violência na pandemia no Brasil, apontou a pesquisa Levantamento do Datafolha. A violência na rua caiu e aumentou dentro de casa.

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