Luiz Fernando Guimarães diz que não reconhece mais Cássia Kis

***ARQUIVO*** SÃO PAULO/SP BRASIL. 15/08/2016 -  Estreia da peca O impecavel, com Luiz Fernando Guimaraes noTeatro Gazeta.(foto: Zanone Fraissat/FOLHAPRESS)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO/SP BRASIL. 15/08/2016 - Estreia da peca O impecavel, com Luiz Fernando Guimaraes noTeatro Gazeta.(foto: Zanone Fraissat/FOLHAPRESS)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ator Luiz Fernando Guimarães, 73, disse que não reconhece mais a atriz Cássia Kis, 65, que participou dos atos antidemocráticos que pedem intervenção militar no país. A afirmação do artista foi feita durante participação no programa Roda Viva (TV Cultura), na segunda-feira (23), para falar sobre sua recente autobiografia, carreira, família e situação da cultura no Brasil.

Ele disse aos jornalistas que conheceu a atriz durante as gravações das chamadas de fim de ano da Globo. "Eu conheci a Cássia em um momento muito único, nas chamadas de fim de ano eu fiquei apaixonado. Ela tem uma seriedade e falou uma coisa para mim: 'você tem que conhecer os meus filhos'", disse o ator lembrando do convite. "Nunca mais esqueci isso."

O ator afirmou que atualmente não reconhece mais a atriz e questionou se ela está bem. "Eu não a reconheço, sinceramente. Não sei se a pessoa está louca, não sei o que se passou pela cabeça dessa pessoa porque não tem nenhum amigo íntimo que fale assim: 'Gente, ela não está bem'", afirmou. "E a imprensa dá um foco para ela que eu acho que enfatiza esse lado."

Guimarães não é o único que tem feito críticas a Cássia. Recentemente, o ator e diretor Miguel Falabella, 66, detonou a postura da ex-colega de cena em entrevista à rádio portuguesa RFM. No bate-papo, ele relembrou momentos desagradáveis ao lado da atriz bolsonarista mesmo antes de toda sua adoração política.

Falabella disse que um de seus maiores arrependimentos foi ter trabalhado ao lado dela. "O que vimos hoje em dia, a pessoa que ela se transformou... Ela já era. Mas nós éramos mais jovens e preferíamos não ver aquele lado monstruoso, desumano", afirmou.