Quem tem teto de vidro para julgar o relacionamento de Luísa Sonza e Vitão?

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Luisa Sonza e Vitão assumiram o namoro e geraram toda uma conversa sobre objetificação feminina e responsabilidade emocional (Foto: Instagram / Luisa Sonza)
Luisa Sonza e Vitão assumiram o namoro e geraram toda uma conversa sobre objetificação feminina e responsabilidade emocional (Foto: Instagram / Luisa Sonza)

Luísa Sonza: boa ou má? Honesta ou desonesta? Puta ou santa? Talvez houvesse um jeito melhor de começar, mas é difícil quando a dualidade é justamente essa para definir o caráter de uma mulher - e, sim, esse é um texto sobre objetificação e responsabilidade emocional.

A polêmica começou quando a cantora oficializou, no Instagram, o relacionamento com o também músico Vitão. As fotos, postadas na noite de quinta-feira (10), logo viralizaram e a cantora virou assunto nas redes sociais. Não, porém, de uma forma positiva. O que se viu foram ataques pela suposta postura da cantora, de terminar um casamento com Whindersson Nunes e logo embalar em outro romance.

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Ao longo da história é fácil perceber como as relações de homens e mulheres são vistas de maneiras diferentes. Talvez um dos casos mais famosos seja o de Angelina Jolie e Brad Pitt. Na época em que o rolo começou, o astro de Hollywood ainda era casado com Jennifer Aniston. A traição, porém, foi colocada sob panos quentes com a justificativa de que ele e Angelina tinham "se apaixonado".

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Vale lembrar também de outro caso recente, envolvendo o ator brasileiro Arthur Aguiar, que foi casado com Mayra Cardi e, recentemente, exposto pela ex-mulher por conta das inúmeras traições. O problema, segundo usuários das redes sociais, foi mais a postura de Mayra, de gravar um vídeo explicando a sua visão e postá-lo na internet do que as traições de Arthur.

Aliás, os fãs de Whindersson chegaram a criar uma petição pedindo para que Arthur "vingue" o humorista ficando com Luísa. E a pergunta que fica é: que ano é hoje para as pessoas ainda verem as mulheres como objetos, itens de posse, que podem ser "tomadas" quando os homens bem entendem?

Esse movimento aconteceu porque os fãs de Whindersson acreditam que Luísa teria ficado com Vitão enquanto ela e o humorista ainda eram casados. Não é necessário dizer que, no fundo, pouco importa a situação ou a justificativa, a palavra de Luísa não será ouvida - ela mesma falou sobre isso no Instagram nesta sexta-feira (11): o público não está preocupado em ouvir o que ela tem a dizer, mas em atacá-la. E o ataque, aliás, é sempre relacionado a quem ela é como mulher e as suas atitudes nos relacionamentos - isto é, segundo a interpretação de quem a critica, claro.

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Vale deixar claro que Luísa e Whindersson se divorciaram em abril deste ano e que, a partir daí, cada um é livre para fazer o que bem entende. Quem tem o direito de julgar? Com certeza não é o tribunal da internet. Enquanto os homens são vistos como "galãs" e "garanhões" quando engatam um relacionamento no outro, as mulheres são vista de outra maneira, nem sempre tão "positiva". Pelo contrário, são julgadas, canceladas e atacadas, vistas como vilãs, enquanto os homens são as grandes vítimas.

Aqui, lembramos de um caso extremo, mas que serve de exemplo: um adolescente de 16 anos foi acusado de estuprar uma jovem da mesma idade, claramente embriagada e desacordada, e recebeu do juiz um afrouxamento nas acusações por ser considerado de "boa família". Segundo ele, o jovem tinha boas notas, estudava em uma boa escola e tinha um "futuro promissor" pela frente e, por isso, não deveria ser julgado como adulto. Mais do que isso, o juiz disse que os advogados de acusação deveriam ter aconselhado a família da vítima sobre como uma acusação desse tipo poderia acabar com a vida do menino.

O caso de Luísa e Vitão não é extremo a esse ponto, mas mostra como a cantora é, sim, vista como um objeto, sem direito à opinião e às próprias decisões, e como Whindersson é uma vítima, injustiçado. Entra aí a questão da responsabilidade emocional.

Responsabilidade emocional e o relacionamento de Luísa e Vitão

Não é segredo que Whindersson Nunes passou por momentos complicados nos últimos anos, lidando com crises depressivas sérias. Luisa esteve ao seu lado a todo momento, mas é impossível saber o que acontecia com o casal entre quatro paredes. Lidar com transtornos mentais não é simples para ninguém, e não se sabe, inclusive, o desgaste que isso pode ter gerado para a própria Luísa. Ou se a decisão do divórcio já estava ali antes dos transtornos. Estamos falando de duas pessoas de 20 e poucos anos expostas ao tribunal da internet constantemente.

Quando o divórcio foi anunciado, logo se viu que foi em bons termos, de forma saudável e respeitosa. De novo, é impossível saber o que de fato aconteceu e, como a própria Luísa comentou, as pessoas não estão realmente interessadas em saber o seu lado da história. Os bastidores, inclusive, da decisão de assumir um novo relacionamento também não foram revelados. Mas, de novo, Luísa está separada desde abril e, cinco meses depois, não se pode esperar que ela ainda seja considerada responsável pelo emocional de outra pessoa, certo?

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Qual seria a reação do público se a situação fosse contrária? Talvez, a reação para um homem que assume, meses depois do divórcio, um novo relacionamento seja apenas um "Mas já?" e ponto final.

No caso de Luísa, como bem disse Felipe Neto nos Stories, acima de tudo há o machismo que embala a forma como pensamos a respeito das mulheres: com a ideia de posse em mente, Whindersson é visto como "corno" porque, supostamente, outro homem pegou o que era dele. E mudar a opinião pública é quase impossível porque, de fato, as pessoas não estão interessadas em saber a verdade, mas em emitir julgamentos sobre a vida alheia.

Mais uma vez: importante lembrar que o julgamento não cabe aqui porque as particularidades do relacionamento de Whindersson e Luísa, e de Luísa e Vitão são de interesse puramente das partes envolvidas. No mínimo, quem está do lado de cá das telas e do feed do Instagram pode considerar a sua própria responsabilidade emocional ao julgar, atacar e maldizer alguém online sem saber de todos os fatos.

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