Indicada a prêmio internacional, Ludmilla aponta falta de apoio no Brasil

Ludmilla começou com o funk e hoje suas canções reúnem diversos ritmos (Foto: Globo/João Miguel Júnior)
Ludmilla começou com o funk e hoje suas canções reúnem diversos ritmos (Foto: Globo/João Miguel Júnior)

Resumo da Notícia:

  • Ludmilla será a única sul-americana a concorrer ao BET Awards 2022

  • Cantora criticou postura dos brasileiros em publicação sincera nas redes sociais

  • Artista disse que já chorou e se perguntou o motivo de ter pouco apoio no país

Indicada ao Bet Awards 2022 na categoria Melhor Artista Internacional, Ludmilla desabafou sobre ter pouco apoio no Brasil. Mesmo com tanto destaque, diversas pessoas ainda torcem contra a carreira da funkeira, que tem grande potencial para elevar a cultura no país.

No auge do sucesso aos 27 anos, Ludmilla tem emendado um sucesso atrás do outro, ganhando prêmios por suas performances como cantora e compositora. "Nesses 10 anos [de carreira] eu já chorei e já me perguntei muito qual o motivo de receber tão pouco apoio do país que eu tanto amo e que eu dediquei todos esses anos pra criar e dividir a minha arte. Mas mesmo assim, segui fazendo o que eu amo e compartilhando amor através da minha música", escreveu no Twitter.

"Seria incrível ter mais apoio no Brasil, poder vibrar mais as minhas conquistas sem precisar me limitar por conta de ataques ou pessoas tentando me desestimular ou [me fazer] desistir. Pode parecer que do lado de cá não dói, não é perceptível e que não afeta. Mas por**, machuca e muito", afirmou.

Apesar do lamento, Ludmilla declarou que continuará mesmo sem apoio. "O que eu decidi é: não tem apoio? Eu vou sem apoio mesmo. No Brasil não tá rolando? Fora tem um monte de gente interessada na nossa cultura e no nosso talento. Numanice tá na rua bombando, meus shows estão esgotando e o mais importante: eu tô feliz pra por**!".

Ludmilla abre o coração e avalia trajetória

Em entrevista anterior, Ludmilla apontou os desafios da carreira musical. "Eu era uma menina de 17 anos, com muitos sonhos, mas muito pouco recurso e, para completar, cantava um ritmo marginalizado, preta e da periferia. Mal sabia por onde começar, mas fui com a cara e a coragem e depois continuei com essa atitude de me meter e dar a cara a tapa", destacou.

"Não foi fácil. Muitos nãos que me desanimaram pelo caminho, mas sempre tive na minha família o amparo e apoio que eu precisei nesses momentos. E, de passinho em passinho, literalmente (risos), cheguei aqui. Continua desafiador, mas como disse antes, agora a etapa é outra e os desafios são diferentes", pontuou.

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