Ludmilla revela que ainda é alvo de racismo: 'Não é mimimi'

A cantora contou que demorou para aceitar seu cabelo como ele é naturalmente (Mauricio Nahas/ Instagram/ @ludmilla)

Capa da revista “Joyce Pascowitch” deste mês, Ludmilla posou para um ensaio em que aparece usando dreadlocks e falou sobre o preconceito que sofre por ser negra. Em entrevista à publicação, a cantora de 23 anos contou que já perdeu trabalhos por conta do racismo. “Já sofri muito e ainda sofro. Teve marca que queria uma cantora para representá-la, mas por ser negra disse que eu não servia. As pessoas tentam tapar o sol com a peneira, mas ainda acontece demais. Não é mimimi!”, disse ela.

Ludmilla também contou que demorou para aceitar seu cabelo como é naturalmente, mas hoje aprendeu que pode ser bonita de qualquer forma. “Cresci achando que meu cabelo era errado, o mais feio do planeta e andava com várias pessoas que alisavam. Ter cabelo cacheado ou crespo não existia para mim. Hoje, aprendi a usá-lo e entendi que todos nós somos bonitos, basta a gente botar para fora e confiar mais na gente”, afirmou a cantora.

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Consciente de que pode ser exemplo de representatividade para muitas mulheres negras, Ludmilla diz entender seu papel. “Muita gente coloca discurso em cima de mim, querem uma representatividade. Sei que a minha figura é bem importante no meu país e para várias meninas de onde eu vim, mas estou vivendo e só desejo que as pessoas sejam felizes”, diz a funkeira.