Ludmilla fala sobre racismo, religião e drogas em entrevista para O Globo

Guilherme Araujo
·2 minuto de leitura
Ludmilla no clipe de “Rainha da Favela” (Foto: Divulgação)
Ludmilla no clipe de “Rainha da Favela” (Foto: Divulgação)

Rainha! Neste domingo (10), Ludmilla foi capa do Caderno Ela, suplemento de cultura e comportamento do jornal O Globo. Em uma longa entrevista, a artista carioca evitou falar sobre os atritos que teve com Anitta no ano passado, mas se abriu em relação a várias outras pautas importantes, entre elas racismo, religião e legalização das drogas.

Prestes a estrear como técnica do The Voice +, versão do reality exclusiva para participantes acima de 60 anos, Lud disse que sua saída das redes sociais após ataques racistas, no fim de dezembro, se deu em um momento de exaustão.

“Costumo não me importar, mas imagina você apanhar todos os dias? Uma hora cansa. Dói! É difícil, sim, por isso, precisei desse tempo off-line. Organizei as ideias, me fortaleci e, principalmente, entendi que esse ódio gratuito não é meu e não vai me vencer. Sou ser humano e, às vezes, me sinto esgotada, mas me refaço. É o compromisso que tenho comigo e com o meu público. Comentários racistas me dão nojo. Parece que o mundo está evoluindo, mas ainda tem muita gente atrasada”.

A relação com a bailarina Brunna Gonçalves, com quem se casou em uma cerimônia íntima, realizada pela célula religiosa que frequenta, também foi tema da conversa. Na ocasião, Ludmilla citou os desafios que enfrentou para tornar o romance público e a relação que mantém com a espiritualidade.

“Não sou evangélica ou católica. Acredito em Jesus Cristo. Não estou generalizando, mas muitas igrejas acabam expulsando as pessoas por causa de roupas ou por quem elas escolheram amar. Minha célula é para essa gente que não se sente acolhida no templo, mas quer estar próxima de Deus. Todo mundo é bem-vindo, mas não permito celular ou que perturbem meus amigos famosos. São minhas regras”.

Um tom mais político ela assumiria, entretanto, ao falar sobre o debate envolvendo a legalização da maconha no Brasil. Para isso, relembrou os embates acarretados pelo clipe da faixa “Verdinha”.

“Estou na plantação de uma hortaliça e sou tida como traficante. Quando artistas brancos fora do funk abordam o assunto diretamente, ninguém critica. Aí, você consegue enxergar que existe racismo no Brasil. Tenho, aliás, dois processos correndo na Justiça por causa dessa polêmica. (…) Passou da hora de esse assunto estar em pauta no Brasil. Isso precisa, sim, ser conversado e abordado com muito cuidado e atenção”.

Você pode ler o papo completo clicando aqui.