Luciano Huck endossa convocação de panelaço contra governo Bolsonaro

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*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.03.2018 - O apresentador Luciano Huck. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 12.03.2018 - O apresentador Luciano Huck. (Foto: Marcus Leoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio à crise de falta de oxigênio em Manaus, Luciano Huck, 49, convocou, por meio de suas redes sociais, um panelaço na noite desta sexta (15) contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). No Twitter, ele publicou uma foto com a seguinte mensagem: "Sem oxigênio, sem vacina, sem governo. Panelaço sexta, 20h30. #BrasilSufocado."

"Vou deixar claro mais uma vez: isso [a crise no Amazonas] é consequência, sim, da irresponsabilidade, da ingerência, da descoordenação, da falta de respeito, da negação da ciência, de todos os absurdos e maluquices que a gente viu, ouviu e leu de como as autoridades brasileiras vêm tratando a crise da Covid-19 [...] O que está acontecendo hoje no Amazonas poderia, sim, ter sido evitado", afirmou o apresentador em vídeo publicado na rede social.

Desde quinta (14), ele e outras figuras públicas estão se manifestando sobre a situação na capital do Amazonas. O humorista Whindersson Nunes, 26, mobilizou diversos amigos famosos para que pudessem comprar e mandar cilindros de oxigênio aos hospitais de Manaus. Huck foi um dos que se disponibilizou a ajudar.

No entanto, na manhã desta sexta, o apresentador do Caldeirão do Huck disse, por meio de um vídeo, que está se sentindo de mãos atadas, porque há uma série de dificuldades logísticas que inviabilizam essa ação. Um dos complicadores, segundo afirmou, é que os cilindros de oxigênio não podem ser transportados em aviões comerciais. Além disso, ele disse que os cilindros carregam pouco oxigênio.

"Eu tenho uma relação muito forte com Amazonas, já gravei muito lá. Gosto do povo, das comunidades ribeirinhas, gosto dos índios, gosto das cidades potentes do Amazonas. Estou desde ontem [quinta, 14], tentando ver como a gente pode de fato ajudar. A sensação é que lá no Amazonas as pessoas estão se sentindo asfixiadas, e os pacientes estão de fato. E a gente aqui, olhando de fora e querendo ajudar, é uma situação de impotência horrível, parece que a gente está de mãos atadas", afirmou.

"Nós, pelo que eu entendi, podemos apoiar as ONGs que estão fazendo acolhimento às famílias dos pacientes. É muito difícil", completou. Huck finalizou que seguirá tentando achar formas de colaborar de forma mais efetiva com a situação em Manaus.