Luísa Sonza xinga Bolsonaro e faz público dançar em cima de banheiros químicos

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 29-05- 2022: Movimentação durante o segundo dia da Virada Cultural 2022 no palco Vale do Anhangabaú. Na foto show da cantora Luiza Sonza. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 29-05- 2022: Movimentação durante o segundo dia da Virada Cultural 2022 no palco Vale do Anhangabaú. Na foto show da cantora Luiza Sonza. (Foto: Jardiel Carvalho/Folhapress)

Luísa Sonza levou seu pop de TikTok a uma plateia abarrotada, que lotou o vale do Anhangabaú na tarde deste domingo (29).

No maior palco da região central de São Paulo, o Viaduto do Chá, ela evocou a dança do público, que xingou Jair Bolsonaro (PL) diversas vezes e também protagonizou algumas brigas.

Diferentemente da noite de sábado (28), no Anhangabaú, o show de Sonza reuniu um público adolescente, com muitas mulheres. Se no sábado as brigas e os assaltos se pulverizaram por todos os espaços da plateia, fazendo o funkeiro Kevinho encerrar seu show meia hora mais cedo, desta vez elas estiveram concentradas nas proximidades do palco.

A cantora já interrompeu seu show no palco Viaduto do Chá seis vezes, pedindo para que as brigas parassem.

Público pediu "Fora Bolsonaro"

Sonza subiu ao palco com cerca de 40 minutos de atraso, mas antes mesmo que ela pegasse o microfone, o público já xingava Bolsonaro em coro. Bastavam alguns segundos de silêncio entre as músicas para que o coro retornasse. Em dois momentos diferentes, ela respondeu dizendo que "a voz do povo é a voz de Deus".

A apresentação, recheada de hits, começou com "Intere$$eira", e o público respondeu cantando tão alto que muitas vezes era mais fácil ouvir a plateia do que a própria cantora. Muitas pessoas reclamam do som baixo, e o microfone dela chegou a ficar mudo por alguns segundos.

Sonza emendou "Toma", parceria com o MC Zaac, e "VIP", antes de citar Gilberto Gil para dar um recado. "A cultura tem que parar de ser extraordinária. Ela tem que ser ordinária, estar nas mesas das pessoas", disse, antes de agradecer a Virada Cultural e se declarar a São Paulo.

Ela dedicou "Braba", um de seus maiores hits, "às gostosas", e seguiu tocando hits dançantes, como "Boa Menina", "Café da Manhã", "Sentadona", "Devagarinho", "Garupa", "Anaconda" e "Combatchy". Foi um show tão voltado aos passinhos e ao movimento do corpo que ela largou o microfone para dançar funks de outros artistas em cima do palco.

Brigas

O mar de gente que viu a cantora tornou difícil a circulação no Anhangabaú, e havia pessoas em cima de árvores e outras estruturas do espaço, incluindo dezenas em cima dos banheiros químicos. Diversas pessoas inclusive dançavam em cima das cabines, e algumas chegaram a quebrar.

Luísa Sonza já interrompeu seu show no palco Viaduto do Chá seis vezes, pedindo que as brigas parassem.

Em um dos momentos, questionou se uma das confusões era um caso de transfobia e puxou gritos de "fora" do público para o suposto agressor.

Ela reforçou que preconceito não tinha espaço em sua apresentação.

Também fez pedidos para que a Guarda Civil Metropolitana, responsável pela segurança do local, interviesse nas confusões e ajudassem os fãs que estavam passando mal. "A gente tá cheio de policial, minha produção tá vendo tudo aqui de cima. É só avisar, apontar o dedo", disse a cantora, que se apresenta para uma multidão no vale do Anhangabaú pela Virada Cultural.

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