Lockdown em SP? Doria admite medidas mais duras caso fase emergencial não dê resultados

·2 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - JANUARY 07: Governor of Sao Paulo Joao Doria looks on during a press conference to give updates about the effectiveness of CoronaVac vaccines developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Butantan Institute on January 7, 2021 in Sao Paulo, Brazil. The government of Sao Paulo reported that the CoronaVac vaccine was 78% effective in clinical tests conducted in Brazil. For severe cases and deaths, the vaccine protection has reached 100%. The Butantan Institute intends to forward to the Sanitary Surveillance Agency (Anvisa) today the authorization request for emergency use and the definitive registration of the vaccine in the country. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
Governador João Doria falou em visita ao Instituto Butantan (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), cogita tomar medidas ainda mais duras caso a fase emergencial não surta efeitos relevantes no estado. A nova fase do Plano SP começa a valer hoje e fica em vigência até 30 de março.

“Não hesitaremos em adotar todas as medidas que forem necessárias para proteger a população de São Paulo. A população precisa seguir as orientações dos médicos para se protegerem, ficarem em casa e respeitarem esse período da fase emergencial para que não tenhamos que adotar restrições mais duras se não tivermos recrudescimento dos índices de infecção no estado”, disse o tucano em visita ao Instituto Butantan.

Leia também:

Doria não especificou quais medidas mais duras seriam tomadas e afirmou que a decisão seria do Centro de Contingência do Coronavírus. Durante o anúncio da fase emergencial, o governador ressaltou diversas vezes que não se tratava de um lockdown, ou seja, de um confinamento.

Na fase atual, um toque de recolher entrou em vigor, entre 20h às 5h. Não há previsão de multa, mas o estado orienta que as pessoas só saiam de casa no período se for essencial. Cultos foram suspensos, mas igrejas continuam abertas.

O governador ainda criticou as manifestações pró-Bolsonaro e contra o isolamento social que aconteceram em cidades brasileiras no último domingo, 14. Segundo Doria, se tratavam de “manifestações pela morte”.

CORONAVAC

Na manhã desta segunda-feira, Doria acompanhou a liberação de um lote de 3,3 milhões de doses da CoronaVac. As vacinas serão entregues ao governo federal e distribuídas entre os estados, conforme o Plano Nacional de Vacinação.

Até o momento, o Butantan entregou 20,6 milhões de doses da vacina desenvolvida em parceria com a SinoVac. Até o fim de abril, o instituto deve entregar 46 milhões de imunizantes ao governo federal. Até o fim de agosto, devem ser 100 milhões de doses.