Local de acidente de Marília Mendonça vira ponto de peregrinação em Caratinga

·2 min de leitura
Na manhã deste sábado (6), curiosos observam trabalho dos bombeiros no local do acidente que matou Marília Mendonça. Na manhã deste sábado (6), curiosos observam trabalho dos bombeiros no local do acidente que matou Marília Mendonça em Piedade de Caratinga (MG)  (Foto Eduardo Moura/Folhapress)
Na manhã deste sábado (6), curiosos observam trabalho dos bombeiros no local do acidente que matou Marília Mendonça. Na manhã deste sábado (6), curiosos observam trabalho dos bombeiros no local do acidente que matou Marília Mendonça em Piedade de Caratinga (MG) (Foto Eduardo Moura/Folhapress)

CARATINGA, MG (FOLHAPRESS) - O local do acidente que matou a cantora Marília Mendonça, uma serra em Piedade de Caratinga, no interior de Minas Gerais, virou ponto turístico para a população local na manhã deste sábado (6). Pelo menos uma centena de curiosos lotava uma trilha íngreme que cruza a BR-474, percorrendo um dos caminhos que dava acesso ao local.

O grupo que praticava uma modalidade mórbida de trekking --de nível de dificuldade moderada-- tinha homens e mulheres, incluindo idosos e crianças pequenas. Houve quem levasse bichos de estimação também. Já a imprensa entrava por um condomínio de luxo, nas imediações da rodovia.

Na noite anterior, uma multidão se reuniu na praça Cesário Alvim, na cidade vizinha de Caratinga. Mais tarde, já de madrugada, uma meia dúzia de curiosos ficou de tocaia em frente à funerária, logo após o corpo da cantora, do tio e do produtor chegarem do Instituto Médico Legal.

A esteticista Adriana Soares, fã de Marília Mendonça, lamentava que a população de Caratinga não iria ter a oportunidade de velar o corpo da estrela do feminejo. "Eles podiam deixar, né? Mas acho que não", disse ao repórter. "Não acontece nada nessa cidade."

Aníbal Martins, proprietário do terreno onde o avião caiu, conta que por volta das 15h30 de sexta ouviu um estrondo e um cheiro muito forte de combustível. "Geralmente, nessa rota, as aeronaves não passam por aqui. Normalmente os pilotos fazem uma rota distante uns 800 metros daqui, onde a topografia permite uma aproximação mais segura", conta Martins, que afirma ter acionado o Corpo de Bombeiros.

O caseiro José Antônio da Silva conta que foi um dos primeiros a chegar no local do acidente. Ele estava descarregando compras do carro, chegando do mercado, na porta de sua casa, quando ouviu um estrondo e viu o avião rodando em direção ao chão. Ele também afirma que os aviões não costumam fazer essa rota.

Na manhã deste sábado, os corpos do piloto, Geraldo Martins de Medeiros, e do copiloto do avião, Tarciso Pessoa Viana, foram liberados pelo Posto Médico-Legal de Caratinga e serão levados até Brasília. Os corpos da cantora Marília Mendonça e de outras duas vítimas, o produtor Henrique Ribeiro e o assessor e tio dela Abicieli Silveira Dias Filho, já haviam sido liberados nesta madrugada.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos