Live-action de Mulan terá energia totalmente feminina e será diferente da animação, diz ator

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A próxima adaptação da Disney em live-action (com atores reais) é Mulan, que deve ser lançada em março de 2020 com a atriz Liu Yifei. O pai da protagonista será vivido por Tzi Ma, ator chinês já visto em produções americanas como "A Chegada" (2016). 

Tzi Ma avisa que o longa será totalmente diferente da animação de 1998. "Não será uma refilmagem da animação, o que pode ser, talvez, frustrante para os fãs do desenho clássico", disse o ator em entrevista ao site americano Digital Spy.

Para ele, o filme será superior ao desenho animado por ter uma mulher na direção, a neozelandesa Niki Caro. "Ela está trazendo o ponto de vista das mulheres ao filme, o que é totalmente necessário já que se trata de uma história sobre uma mulher guerreira", afirma o ator. 

A diretora de "Encantadora de Baleias" (2004) e "McFarland dos EUA" (2015) sabe contar histórias de maneira atrativa e significativa, na opinião Tzi Ma. Ele lembra, ainda, que boa parte da produção é feminina, incluindo o figurino do longa, e elogia o talento da protagonista.

Para ele, Liu Yifei é uma das melhores atrizes desses tempos. "Ela é tão envolvente e convincente que o público se apaixonará por ela à primeira vista, eles a seguirão nesta turnê mágica de mistério que transportará esse público para outro momento", define o ator.

Sobre o fato de alguns fãs ficarem desapontados com a falta do Mushu no longa, ele explicou o personagem não faria sentido. "Ele é um dragão com energia predominantemente masculina e nós estamos falando de energia feminina", opina.

O primeira imagem da atriz Liu Yifei como Mulan, de Mulan foi divulgado em agosto. A chinesa é conhecida por papéis em novelas de seu país. Em Hollywood, atuou no filme "O Reino Proibido" (2008), com Jackie Chan e Jet Li, e em "O Imperador" (2014), ao lado de Nicolas Cage e Hayden Christensen.

A Disney teria percorrido cinco continentes e entrevistado mais de mil mulheres até escolher a chinesa, segundo o site "Hollywood Reporter". O estúdio já havia definido como pré-requisito da escalação uma atriz de origem ou ascendência asiática, que falasse inglês fluente e tivesse conhecimento de artes marciais. 

A animação conta a história de uma jovem chinesa que se disfarça de homem para se juntar ao Exército no lugar de seu pai idoso. Ela arrecadou US$ 304 milhões (quase R$ 1,2 bi). O filme será gravado na China e na Nova Zelândia, e dirigido pela neozelandesa Niki Caro, de "O Zoológico de Varsóvia" (2017) e "Encantadora de Baleias" (2002).

.