Lilian Ribeiro reforça que câncer não é invalidez; relembre outras jornalistas que compartilharam suas batalhas

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Lilian Ribeiro, Cristina Ranzolin, Alice Bastos e Zileide Silva
Lilian Ribeiro, Cristina Ranzolin, Alice Bastos e Zileide Silva. Foto: Reprodução/Globo

Resumo da notícia:

  • Quebra de protocolo de Lilian Ribeiro representa importância de falar sobre o câncer

  • A doença precisa deixar de ser um tabu, porque é realidade pra muitas pessoas

  • Outras três jornalistas também compartilharam suas batalhas em rede nacional

O anúncio da jornalista Lilian Ribeiro durante a apresentação do "Em Pauta", na Globo News, sobre seu diagnóstico de câncer de mama é o começo de uma batalha particular que, com muita sensibilidade, foi dividida com os espectadores nesta semana - vestindo um representativo lenço na cabeça. A naturalidade com que a comunicadora de 37 anos nos trouxe o assunto nos mostra como está mais do que na hora de lidarmos com a doença de uma forma menos rude e mais palpável.

Você já percebeu como falamos tranquilamente sobre o signo de quem nasce entre junho e julho, mas trememos a boca para pronunciar a mesma palavra quando o significado é a doença? O medo enraizado nas pessoas leva a crer que um diagnóstico de câncer é quase um atestado de óbito, mas estamos em 2021. O tratamento, a vida em paralelo e a cura também existem.

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Claro que não podemos ser hipócritas em negar que seja um processo difícil tanto para quem enfrenta a doença quanto para quem está ao redor. “É difícil, mas estou me tratando, me cuidando. Comecei a fazer quimioterapia, tenho me saído bem, como dizem os médicos. Poucas reações, algumas um pouco chatinhas, mas a gente segue em frente”, disse a jornalista na TV.

Mas já foi a época de ignorarmos que o paciente oncológico tem vida além das quimioterapias ou deixarmos de realizar um tratamento precoce (aumentando as chances de cura) por medo de receber o diagnóstico. De acordo com a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), nos últimos 5 anos, temos 1.500.000 de pessoas vivendo com a doença no Brasil. É parte da nossa realidade. 

“Queria muito que esse lenço fosse, para você aí em casa, a lembrança menos da doença que estou enfrentando e muito mais do fato de que estou me cuidando, fazendo o melhor por mim. Isso inclui estar aqui. Inclusive com a orientação dos meus médicos, que entendem que estar aqui, trabalhando, atuando, também me ajuda nesse caminho", completou Lilian.

Entende a importância de uma apresentadora abrir o coração sobre seu caso em rede nacional? Isso atinge milhares de brasileiros na mesma situação, que possam estar se sentindo invalidados. E não é a primeira vez que uma jornalista compartilha sua batalha contra o câncer em frente às câmeras. Lilian se junta a um time admirável de mulheres que dividiram com o público o processo de enfrentar a doença. Confira três delas:

Zileide Silva

Aos 62 anos, a jornalista Zileide Silva revelou em participação do “Em Pauta”, da Globo News, no dia 26 de julho, que se afastou da TV para tratar um câncer de mama. “O telespectador que acompanha o Em Pauta diariamente merece ouvir o porquê dessa minha ausência”, iniciou.

“Em meio a essa pandemia, eu descobri um câncer. Eu precisei me afastar para fazer o tratamento, eu precisei operar esse câncer, precisei fazer quimioterapia. E aí foi necessário ficar afastada por um período, que é absolutamente normal, quem já passou por essa doença sabe”, contou a apresentadora”, revelou na época.

No início de outubro, após estar curada, Zileide fez questão de voltar a falar sobre o assunto em participação do “Papo de Segunda”, no GNT . "Não vou negar, durante todo o processo, dá muito medo, muita raiva, [você se pergunta:] 'por que isso está acontecendo comigo'? Não é um tratamento fácil, a quimioterapia é extremamente complicada, te deixa para baixo, meio insegura. Mas aí, sou meio Poliana mesmo. Tinha essa certeza que ia superar mais essa" , declarou a jornalista. Confira:

Cristina Ranzolin

Em novembro de 2020, durante a apresentação ao vivo do “Jornal do Almoço”, da RBSTV, afiliada da TV Globo, Cristina Ranzolin, que fez parte do rodízio especial na bancada do “Jornal Nacional” em 2019, contou que descobriu um câncer de mama aos 54 anos.

Após 18 sessões de quimioterapia, 18 de imunoterapia, 15 radioterapias e uma cirurgia, no final de outubro deste ano, Cristina Ranzolin cumpriu a última etapa do tratamento e fez questão de também dividir com o público pelas suas redes sociais.

“Fiz questão de dividir com vocês tudo que vivi”, escreveu ao compartilhar uma foto no hospital. “Encorajar outras pessoas que passam por isso para que tenham forças e acreditem que é possível chegar ao dia de hoje…Página virada e com final feliz: A CURA!!!”, completou. Confira o dia em que a jornalista quebrou protocolo e anunciou seu diagnóstico:

Alice Bastos

No início de 2020, Alice Bastos bateu um papo "mano a mano" ao final de mais uma edição do "Globo Esporte", da RBS TV. Ela abriu o coração ao anunciar que estava com câncer de mama, que passou por um cirurgia, mas precisava se submeter ao processos de quimioterapia e teria que se afastar em alguns momentos. "Nada mais justo que vocês saibam o porquê e saibam por mim. Eu adoro estar aqui, me faz muito bem, então sempre que eu puder, eu vou estar aqui", declarou. Confira o dia do anúncio:

Em outro dia bastante representativo, Alice surgiu careca ao vivo durante a apresentação do "Globo Esporte". Abandonando a peruca que passou a fazer parte da rotina, a jornalista apresentou o programa do dia 1º de outubro de 2020 sem as madeixas enquanto se submetia ao tratamento e foi inspiração para pacientes oncológicos ao redor de todo o país ao apresentar uma série especial sobre a doença. Confira o dia em que a jornalista colocou a careca para jogo ao vivo:

Exatamente um ano depois, ela voltou a falar publicamente sobre o câncer de mama ao comentar o início do Outubro Rosa. Curada e com o cabelo crescido, ela compartilhou uma foto antiga em que aparece careca e sorrindo ao lado da mãe e do filho em seu perfil do Instagram.

Agradecimentos 

Peço licença para agradecer a uma mulher em especial, que me ensinou muito sobre a quebra de tabus em lidar com o câncer e as consequências que o diagnóstico traz. Também jornalista, Maria Morales, uma das minhas melhores amigas, enfrentou o Linfoma de Hodgkin por duas vezes, passou por um transplante autólogo aos 21 anos e me fez enfrentar o medo de conversar e ter conhecimento sobre um assunto tão presente na vida de qualquer pessoa. A doença é uma realidade e buscar entender sobre a forma mais humana de lidar é sempre a melhor opção.

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