Ligou para o ex na 'carentena'? Você não está sozinho, confira os relatos

Já ligou para o ex ou a ex na quarentena? (Foto: Getty Images)

Por Elisa Soupin (@faleparaelisa)

A “carentena” já dura há um mês — e não está fácil, sabemos. O isolamento social necessário para conter a covid-19 está apertando e há gente recorrendo aos exs - alô livessss. Algumas vezes, procurar o ex é claramente um erro e pode fazer mais mal do que bem durante um período em que já existe uma vulnerabilidade emocional instaurada diante de tantas incertezas. Em outros casos, pode ser uma experiência boa e positiva. 

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E essa vontade de ligar pra pessoa que um dia já amamos e que nos é familiar tem explicação. 

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“A gente está vivendo um momento de muita instabilidade. Em momentos assim, a gente pode se sentir ameaçado. Nesse tempo complexo e instável, o que a gente busca? Pessoas e situações que promovam uma certa segurança, que é o conhecido. Então, a gente vai em busca do que já conhece”, diz a terapeuta de casais Denise Figueiredo. 

Além disso, temos uma tendência a olhar com lentes cor de rosa para aquilo que já foi vivido e já conhecemos. 

“Temos uma tendência a ficar com o registro nas nossas histórias daquilo que foi bom, então, é muito comum, sim, em situações de insegurança, a gente correr ao encontro daquilo que a gente já viveu, em uma tentativa de buscar essa segurança que não é encontrada de outros maneiras, seja em relação à saúde, às políticas públicas, e a tudo que tem acontecido em nosso país”, explica a terapeuta.

Veja histórias de recaída que podem pesar na sua decisão de retomar aquele antigo contatinho :

"Marília Mendonça na live... Bebi e liguei”

“Por mais clichê que possa parecer, eu liguei para o meu ex durante a live da Marília Mendonça. A gente adorava sertanejo e íamos sempre aos shows juntos. Dela, fomos a uns três. Terminamos em janeiro, foi muito triste, mas a decisão foi minha, e, até então, estava de boa, Passei o Carnaval bem, curti, mas durante a quarentena, voltei a pensar muito nele. Foi uma relação de quatro anos, moramos juntos e estou sozinha durante o isolamento social, na casa que já dividimos. Acho que a Marília Mendonça foi a gota d’água. Bebi e liguei, que nem a música. Mas foi péssimo, sinceramente. Ele foi super frio, me tratou de uma maneira bem distante, e eu acho, quase com certeza, que estava com alguém. Resultado: Bebi, liguei, desliguei, bebi mais, chorei, acordei com ressaca e ainda fiquei pirando por dois dias, pensando em com quem ele estaria assistindo a live da cantora que a gente gostava. Só me fez mal correr atrás”, conta a dentista F.N, de 33 anos, que prefere não se identificar. 

Despedida na quarentena

”Namorei meu ex durante dois anos e meio e terminamos depois do Carnaval, porque não estava mais dando certo, mas ainda nos gostávamos muito. Foi muito dolorido. Nós tivemos um relacionamento bom, era bem saudável, mas aconteceram algumas coisas que nunca conseguimos superar. Acho que, no fim, a gente se deu conta do quanto mudamos e decidimos terminar pra não machucar mais o outro. Até então, estava tudo ‘bem’, aquela coisa de fim de relacionamento. A quarentena começou e eu fui ficando mais carente, com medo e não tinha ele ali para me dar apoio. A gente acabou voltando a se falar, perguntar como o outro estava, porque bate a preocupação, né, de saber da família também. E a saudade aumentou. Ficamos conversando. E planejamos uma fuga rápida. Passamos uma noite juntos e foi incrível! Mas os dois dias seguintes foram os mais doloridos. Porque lembrei como era bom, mas que não estava mais dando certo e que não tinha mais jeito. Acabou sendo ruim no final das contas. Agora, estou tentando focar mais em mim, no trabalho e nas coisas eu gosto de fazer”, conta a modelista C.L.. de 23 anos. 

Reaproximação boa 

“A gente terminou se gostando, mas ela tinha pedido para não nos falarmos enquanto ela não se sentisse preparada. Depois decidimos nos falar aos poucos, sem muita frequência, respeitando uma distância. Aí, durante a quarentena, eu vi um post dela no Instagram em que ela parecia mal, pedindo ajuda de gente pra conversar. Falei com ela e falei que estava ali para conversar. Dias depois, foi aniversário do meu afilhado e ela sempre teve uma relação muito boa com ele. Liguei pra ela por vídeo chamada para ela participar do parabéns e aí depois a gente conversou, bateu um papo, falamos das novidades, das questões que estão rolando na quarentena e então ficamos bem. Abriu uma brecha para uma amizade. A gente está comentando coisas nas redes uma da outra, não tem nada romântico, mas estabelecendo uma conexão de amizade”, conta a artista I.P, de 24 anos, que também prefere não ser identificada.