Líder de motim de PMs no CE : 'sangue do povo está nas mãos do governador'

Arquivo pessoal

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ex-deputado Cabo Sabino diz que responsabilidade pelo aumento da violência no Ceará, durante motim de PMs,  é do governador Camilo Santana (PT), e não dos PMs.

  • Sabino é acusado de liderar o grupo rebelado; ele avaliou que “o balanço é de uma paralisação justa”; mais de 300 foram assassinados durante motim.

Para o ex-deputado Cabo Sabino (Avante), ao ser questionado sobre os 312 mortos no período em que a Polícia Militar de amotinou no Ceará, a responsabilidade pelo aumento da violência no Estado, no período, é do governador Camilo Santana (PT), e não dos amotinados. "O sangue do povo cearense está nas mãos do governador Camilo Santana, e não nas mãos do movimento", disse.

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A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, segundo o qual Sabino, acusado de liderar o grupo rebelado, avaliou que “o balanço é de uma paralisação justa”. Recai contra ele a acusação de revolta, conspiração, incitamento e aliciamento - o crime militar de motim.

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"Quem tinha o poder de negociar era o governo, não éramos nós, quem tinha o poder de resolutividade era o governo, se o governo tivesse sentado à mesa no primeiro dia, e tivesse negociado, o movimento tinha se encerrado no primeiro dia", definiu.

"Mas o governo preferiu ver corpos de cearenses nas ruas, né, a negociar com os policiais, porque na realidade o desejo do governo era punir policiais, politizar um ato de reivindicação justo e honesto, batizar um movimento como motim, porque ele queria politizar isso para o Brasil inteiro, a preço do sangue de vidas inocentes do povo cearense", discursou.

Cabo Sabino se apresentou à Justiça Militar nessa quinta (5) e teve a ordem de prisão preventiva substituída pela proibição de entrar em instalações das forças de segurança por seis meses. Nas redes sociais, o governador, Camilo Santana (PT), disse ter ficado 'indignado' com a decisão e acusou o ex-deputado de “promover todo tipo de desordem”.

"Inaceitável que alguém promova todo tipo de desordem, cometa crimes, desafie a própria Justiça, Ministério Público, Governo e sociedade, e seja mandado para casa, como se nada tivesse ocorrido. Esse acusado terá que responder pelos seus gravíssimos atos, pelo bem do Estado de Direito", defendeu o governador em sua página no Facebook.

Foram registrados durante o motim 312 homicídios no Ceará. Foi o mês mais violento desde 2013, quando foram adotados os atuais critérios para a série histórica no Estado.

Na avaliação do ex-deputado, “anistia não é o motivo pelo qual se faz o movimento”. Ele afirma haver “pautas antigas” e diz que “o governo não atende há 12 anos”, como questões relacionadas à carga horária, o vale-refeição, o auxílio saúde e o retorno do hospital da Polícia Militar.