Liberação miofascial: a massagem dolorida (e essencial) para atletas de fim de semana

Liberação miofascial é dolorido, mas benéfico (se realizada da forma correta) (Foto: Getty Images/Istockphoto)

Por Natália Leão (@natileao_)

Como anda a saúde da sua fáscia? Se você nem imagina do que estamos falando, precisamos te contar um segredo: até excesso de exercício físico faz mal (e ela é uma das maiores prejudicadas).

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Dores excessivas, lesões e nódulos podem ser os principais problemas disso. Mas fique tranquilo: a liberação miofascial está aqui para ajudá-lo (ainda que seja meio dolorida).

Afinal, o que é a fáscia?

Imagine uma peça de carne bovina que você compra no açougue. Agora, pense naquela fina camada esbranquiçada que envolve os músculos. Essa é uma forma simples para ajudar a compreender a fáscia.

“Ela é uma membrana de sustentação, é um invólucro encontrado nos órgãos e músculos. Elas são internamente interligadas, de maneira a formar um esqueleto fibroso”, explica a fisioterapeuta Regina Vitalo.

Essa membrana é altamente elástica e tem algumas funções, “como dar suporte aos músculos e facilitar movimentos, reduzindo o atrito e ajudando na transmissão de força”, diz o fisiatra Marcus Yu Bin Pai.

Quando algo não vai bem

Então você pode viver a vida adoidado que a fáscia ajuda seus músculos a aguentarem o tranco? Não é bem assim. “Alguns hábitos, como prática esportiva em excesso, má postura, uso de calçados inadequados e o estresse emocional podem comprometer estruturas musculares, causando o surgimento de nódulos”, explica o fisioterapeta Ricardo Grunkraut.

Além da tensão, podem ocorrer também os Pontos Gatilho ou Trigger Points, espécies de nódulos ou microtraumatismos na fáscia. Os sintomas são dor, tensão, nódulos (nós musculares), espasmos musculares, limitação de movimentos e fraqueza muscular.

Para prevenir e para curar

Aí entra a liberação miofascial, técnica aplicada por fisioterapeutas que coloca ela de volta nos trilhos. “Ela pode ser realizada de diversas maneiras, com terapias manuais como rolfing, tratamento por ondas de choque, acupuntura, por meio de instrumentos como rolos de massagem e também pela inativação de pontos gatilhos por agulhamento seco”, explica Marcus.

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O resultado é a diminuição da dor e a recuperação muscular e de movimentos. Uma das formas mais comuns de liberação miofascial é a de terapias manuais, “que envolve deslizamento, compressão, fricção e alongamento”, explica Ricardo.

Em casa você pode tentar simular os movimentos feitos pelo profissional utilizando rolos de liberação (vendidos em lojas de artigos esportivos) e bolinhas de tênis, por exemplo. Entre tantas vantagens, temos apenas uma má notícia para dar: prepare-se para experimentar algum nível de dor durante a liberação.

“O limiar de dor e o comprometimento de cada paciente é o que determina se a terapia é muito dolorosa ou não. Mas geralmente é!”, entrega Regina. “Por isso é importante começar devagar e observar a resposta do corpo”, completa Marcus. Bom conselho.

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