Liam Neeson é acusado de racismo por declaração sobre querer matar homem negro

(Imagem: divulgação Paris Filmes)

Liam Neeson está enfrentando algumas das críticas mais pesadas de sua carreira. Desta vez o motivo não é nenhum filme, mas sim uma entrevista na qual fez declarações polêmicas ao relembrar uma história de seu passado.

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Em conversa com o jornal The Independent para falar de ‘Vingança a Sangue Frio’, longa que chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 14, o ator revelou que, em uma situação de anos atrás, foi tomado pelo mesmo sentimento vingativo que move seu personagem. O motivo foi saber que uma amiga sua havia sido estuprada.

“Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro”, contou. “Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse. Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse… mata-lo”.

Por mais que Nesson tenha demonstrado arrependimento na entrevista, pegou mal o fato do ator dar a entender que poderia bater em qualquer homem negro que aparecesse na sua frente, usando como julgamento a cor de pele – a única informação que tinha sobre o criminoso que atacou sua amiga.

A entrevista viralizou na internet na noite desta última segunda-feira, fazendo com que o nome do ator ficasse entre os assuntos mais comentados do Twitter. Confira abaixo um pouco da repercussão:

Nesta terça, após a repercussão, Liam Nesson deu sua justificativa, em aparição no programa norte-americano de TV Good Morning America.

“Eu não sou racista”, disse o ator. “Nós estávamos fazendo uma coletiva de imprensa e o tema do filme ‘Vingança a Sangue Frio’ é vingança. É uma comédia com humor negro também e a jovem jornalista estava me perguntando, ‘Como você entra nesse papel?’, e eu lembrei do incidente de 40 anos atrás em que uma querida amiga minha foi brutalmente estuprada e eu estava fora do país. Quando eu voltei, ela me contou sobre isso”.

“Se ela dissesse que era um irlandês, um escocês ou um britânico, eu sei que teria tido o mesmo efeito. Eu estava tentando mostrar honra e lutar pela minha querida amiga de uma maneira terrivelmente medieval”, completou.