Leticia Colin fala sobre assédio e critica Silvio Santos

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Foto: Reprodução/Instagram
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Júlia Faria convidou Leticia Colin, que recentemente encerrou seu trabalho como a garota de programa Rosa de “Segundo Sol”, para discutir o tema assédio sexual em seu canal no YouTube. Além de revelar que já passou pela situação (quem nunca?), a atriz criticou Silvio Santos no episódio envolvendo Claudia Leitte e falou da importância de nos reinventarmos como sociedade.

A gente [mulheres] não aprende a se defender, mas sim, a se constranger. A gente precisa se acolher. Acho absurdo mulher que aponta o dedo na cara da outra e fica dizendo: ‘por que você não pegou suas coisas e saiu?’ A gente precisa estar junto, perto. Imagino o que a Claudia sentiu ali. Esse cara [Silvio Santos] precisa saber que está muito errado o que ele fez. É inadmissível… tem várias coisas inadmissíveis, olha o nosso momento político”, desabafou Letícia, que comentou ainda como se sentiu quando foi assediada.

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Fiquei muito irritada. É uma revolta absurda. Tem um tempo para ficha cair, você fica naquele susto: ‘será que aconteceu mesmo?’ Os homens que têm que aprender a se virar com a nossa beleza, nossa sensualidade, erotismo. Foda-se! Se virem, re reinventem”, afirmou a atriz, deixando claro que a tese de que a “roupa é um problema” não está com nada. “[Precisam lidar] com a nossa vontade de vestir o que quisermos”, completou Júlia.

Leticia ainda explicou a linha que separa o assédio, de uma cantada e pediu para que homens e mulheres se unam na busca do bem comum: o respeito mútuo.

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Uma publicação compartilhada por Leticia Colin (@leticiacolin) em 8 de Nov, 2018 às 8:20 PST

“É muito enraizado o lugar do constrangimento. É maravilhoso despertar coisas nos outros, alguém se sentir excitado, com tesão. E o ponto do abuso está justamente aí. Se isso está te constrangendo, tirando sua liberdade de ser, tirando sua espontaneidade, está errado”, alertou a atriz.

Chega de tabu

“Precisamos nos reinventar também. É muito doente a nossa relação com a sexualidade. A mulher está sempre nesse lugar de vítima, de reprimida. Como se a culpa fosse nossa. A gente vai pastar um pouco para se libertar desse lugar de culpa. Eu falo, mas para mim também é difícil”, assumiu Letícia, uma das vozes jovens mais atuante socialmente à frente de debates.

“É preciso chegar com amor e precisão para esses caras e dizer: ‘você tem a chance de mudar. O momento é novo. Você não fez o download, não se ligou, mas vamos te explicar’””.

Júlia e Letícia também falaram sobre a importância de rompermos com o pacto do medo, ou seja, das mulheres se calarem após viverem situações traumáticas de abusos e assédio.

É muito pesado isso de que a mulher precisa servir, ser delicada e o homem o provedor, o macho alfa. É muito pesado para todo mundo, Letícia

“É tão mais legal parar de competir com a própria mulher. A gente perde força, oportunidades, deixamos de estar junto, torcer. A gente perde pessoas – morte, violentadas, estupradas. A gente não precisa desse espaço de controle, de domínio”, finalizou Leticia.

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