Lenny Niemeyer exibe belezas da flora brasileira na São Paulo Fashion Week

PEDRO DINIZ
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma das maiores estilistas de moda praia do país, Lenny Niemeyer irá encerrar o primeiro dia desta São Paulo Fashion Week com uma de suas coleções mais difíceis em execução. Não apenas porque a pandemia tirou seu ânimo por um tempo, mas porque conseguiu colocar no vídeo que apresentará às 21h30 desta quarta-feira (4) um estudo profundo sobre a botânica nacional. Desde o início do ano, ela se debruça sobre o estudo da flora nacional, sob o espectro de suas cores, suas formas e como ela poderia virar roupa de banho, tradução máxima do estilo brasileiro no mundo. O nome da estilista está colado desde as areias de Ipanema ao balneário francês de Saint Tropez. Por isso, hoje ela apresentará versões de seus reconhecíveis recortes estratégicos no torso, nos ombros e em aviamentos espalhados pelas peças, que carregam a ideia de que podem ser usadas tanto sob o sol escaldante quanto no inverno, combinadas à roupa de usar no asfalto. Além da lycra, ela usou materiais plásticos que refletem sob a luz solar para criar efeitos na "intervenção surrealista", como classificou o filme dirigido por Vinícius Cardoso e que tem o styling preciso de Daniel Ueda. A cartela de tons ácidos se mistura às colagens e as texturas que viraram estampas, retratos em analógico impressos com técnica digital, que nas palavras dela "abstraem, tiram do foco, esse momento de crise do país". "Do ponto de vista do mercado, parece que estamos vivendo numa bolha prestes a estourar, então, essa coleção tem o otimismo, o sonho que precisamos", explica Niemeyer. As roupas serão apresentadas por cinco modelos negras, que seriam escolhidas antes mesmo da determinação da SPFW de que a partir de agora suas passarelas devem ter metade de negros, indígenas e afrodescendentes - há dois dias, a reportagem apurou com as grifes, uma atualização que inclui asiáticos na nova cota racial foi enviada aos e-mails dos estilistas.