Lei de segurança nacional ofusca abertura de museu de arte moderna em Hong Kong

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Vista interna do museu "M+" em Hong Kong

Por James Pomfret

HONG KONG (Reuters) - Uma autoridade cultural graduada de Hong Kong disse que a liberdade de expressão não está acima de uma lei de segurança nacional imposta pela China nesta quinta-feira, véspera da inauguração de um museu de arte contemporânea concebido para colocar a cidade no mapa cultural global.

Projeto de bilhões de dólares, o M+ conta com obras de arte contemporânea de artistas chineses, asiáticos e ocidentais destacados e é a aposta de Hong Kong para se equipar a museus como o Tate Modern de Londres, o MoMA de Nova York e o Centre Pompidou de Paris.

Mas a imposição da abrangente lei de segurança nacional no ano passado sobre a mais livre das cidades chinesas está ofuscando a inauguração, já que curadores e artistas mostram dificuldades para encontrar um equilíbrio entre expressão artística e censura política.

No início deste ano, políticos pró-China e veículos de mídia criticaram certas obras no M+ por violarem a lei de segurança nacional e incitarem "ódio" contra a China, entre elas uma foto do artista dissidente chinês Ai Weiwei na qual ele aparece mostrando o dedo médio na Praça da Paz Celestial de Pequim.

"A inauguração da M+ não significa que a expressão artística está acima da lei. Não está", disse Henry Tang, chefe do distrito cultural de Kowloon Ocidental, um novo pólo cultural que inclui o M+, aos repórteres.

Tang enfatizou que todas as exibições precisam "obedecer" a lei de segurança nacional e que certas obras em sua coleção, como a contestada foto de Weiwei, não serão expostas.

(Reportagem adicional de Aleksander Solum)

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