Laura Brito desabafa sobre xenofobia: "Ouço que a mulher nordestina é cafona"

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Se você ama conteúdo de moda e acompanha tendências nas redes sociais, com certeza já se deparou com Laura Brito no seu feed. A influenciadora digital de 25 anos tem 5,4 milhões de seguidores só no Instagram (são mais 4,1 milhões no YouTube) e bomba com vídeos criativos de looks e truques de styling

No Yahoo! Entrevista, a pernambucana fala sobre a trajetória na internet, empoderamento feminino e orgulho de ser nordestina. "Bato no peito para dizer que sou de Recife e que construo minha carreira com excelência", dispara.

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Laura não nega que sempre sonhou em ser famosa e começou a correr atrás de seu principal objetivo ainda na adolescência. Filha de costureira e fã de trabalhos manuais, ela passou a ensinar customização de roupas em vídeos. "Minha mãe tinha um ateliê dentro de casa e eu convivia com roupas cortadas, tecidos, tesouras, colas, tintas... Vivia nesse universo", relembra.

Era algo que eu fazia por necessidade. Como não tinha condições de comprar roupas diferentes, comecei a transformar peças velhas do meu pai para usar coisas descoladas na internet.

A influencer até chegou a cursar arquitetura na faculdade, mas parou os estudos — nessa área — para se dedicar à criação de conteúdo. "Hoje, falo sobre a moda acessível para todo mundo. A moda que faz você se sentir bem com as coisas que já tem em casa. Sou muito feliz por ter crescido com uma cabeça diferente em relação à moda", reflete.

MULHER NORDESTINA

Laura conta que já foi vítima de xenofobia. "Já sofri preconceito por causa do meu sotaque e fiquei acuada diante de várias situações", relata a influenciadora digital. Apesar dos ataques, a recifense não se cala e faz questão de falar sobre sua origem nas redes sociais. "Levanto muito a bandeira de onde eu moro. Meu maior orgulho é ser do nordeste", afirma.

O discurso de ódio, segundo ela, também se estende para o quesito estilo. "Falam muito que mulher nordestina é brega, nos subestimam demais. Dizem que a gente é cafona, que a gente não pode falar de moda... É bizarro, mas já vivi isso e vivo isso até hoje", desabafa.

Mulher é julgada por qualquer coisa: pela roupa que usa, pela cor do batom... E tem sua credibilidade colocada em jogo. A gente vive em um mundo machista em que tudo é questionado quando se trata da mulher. Mas vamos acabar com isso pouco a pouco. Sororidade, mulheres! Vamos nos unir!

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