Latinos dos EUA ganham destaque no filme "Em um Bairro de Nova York"

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Lin-Manuel Miranda durante vacinação contra Covid-19 na Broadway

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Lin-Manuel Miranda anseia pelo dia em que um filme norte-americano estrelado por um elenco latino com personagens que fujam de estereótipos, como empregadas ou jardineiros, seja presença constante nos cinemas.

Até lá, ele espera que o musical "Em um Bairro de Nova York" mude a conversa em Hollywood a respeito do apelo mais amplo de tais filmes, como "Podres de Ricos" fez em relação aos asiáticos em 2018.

"A esperança, para mim, é que, em cinco anos, as pessoas digam 'O que 'Em um Bairro de Nova York' teve demais? Temos 10 filmes latinos todos os anos agora'", disse Miranda.

"Ser exótico seria a realização de um sonho. Nenhum filme consegue abarcar a tonelada enorme de histórias que temos a oferecer", disse Miranda, que tem ascendência portorriquenha e é o criador do musical de grande sucesso "Hamilton".

Os latinos dos Estados Unidos vão ao cinema mais do que seus conterrâneos negros e asiáticos, de acordo com um relatório de 2018 da Associação de Cinema da América, e representam cerca de 18% da população.

Mas um estudo de 2019 da Iniciativa de Inclusão Annenberg, da Universidade da Califórnia do Sul, descobriu que só 3% dos filmes mais rentáveis de 2007 a 2018 tiveram latinos como atores principais ou coadjuvantes.

Filmado nas ruas de Washington Heights, em Manhattan, com grandes números de dança e um elenco de talentos em ascensão, como Anthony Ramos e Melissa Barrera, "Em um Bairro de Nova York" demorou 13 anos para chegar às salas de exibição.

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