Larry Flynt, publisher de pornografia e ativista da liberdade de expressão, morre aos 78 anos, diz jornal

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LOS ANGELES (Reuters) - O publisher da revista Hustler Larry Flynt Jr., que usou seu império pornográfico e talento para alterar os limites da liberdade de expressão, morreu aos 78 anos, noticiou o The Washington Post nesta quarta-feira.

O jornal disse que o irmão de Flynt, Jimmy Flynt, confirmou sua morte, mas não citou uma causa específica. Flynt sofria de vários problemas de saúde desde uma tentativa de assassinato em 1978 que o deixou paraplégico.

Flynt adorava irritar seus críticos com façanhas como usar uma fralda feita com uma bandeira americana para ir ao tribunal e se envolveu em várias batalhas judiciais.

Na mais famosa, a Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma importante decisão da Primeira Emenda em favor de Flynt em uma batalha por difamação com o evangelista Jerry Falwell.

Flynt publicou um anúncio falso na Hustler que retratava Falwell dizendo que seu primeiro encontro sexual foi com sua mãe em uma dependência externa. Falwell abriu um processo de 50 milhões de dólares e ganhou em decisão de um tribunal de instância inferior, mas em 1988 a Suprema Corte disse que o anúncio era uma paródia e era protegido pelos padrões da liberdade de expressão.

Em seu apogeu, Flynt viveu uma vida que poderia ter feito Calígula corar. Ele escreveu em sua autobiografia que sua primeira experiência sexual foi com uma galinha e contou que fazia sexo a cada quatro ou cinco horas durante um dia de trabalho. Depois de ficar paralisado, Flynt fez uma cirurgia de implante peniano para que pudesse continuar a fazer sexo.

Flynt criou uma empresa com um faturamento estimado em 150 milhões de dólares em determinado momento. Conforme a circulação das revistas diminuiu, ele se manteve à frente das tendências, investindo em canais de televisão voltados para adultos, um cassino, distribuição de filmes e mercadorias.

(Reportagem de Lisa Richwine)