Lana Del Rey se defende e diz que não romantiza relações abusivas em suas músicas

Lana del Rey REUTERS/Mario Anzuoni

Lana del Rey vai lançar disco novo ainda em 2020. Em longo texto publicado no Instagram, a cantora anunciou um novo trabalho de estúdio intitulado White Hot Forever para 5 de setembro. Aproveitando a oportunidade, ela fez um desabafo sobre uma acusação antiga contra a sua obra: a que romantizaria relações abusivas. Para defender o seu ponto de vista, ela citou outras artistas do pop, como Beyoncé e Ariana Grande.

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"Uma pergunta para o mundo da cultura: agora que Doja Cat, Ariana (Grande), Camila (Cabello), Cardi B, Kehlani, Nicki Minaj e Beyoncé chegaram ao topo das paradas cantando sobre ser sexy, ficar sem roupa, transar, trair, etc — será que eu posso voltar a cantar sobre apreciar o próprio corpo, se sentir linda por estar apaixonada, mesmo que seja um relacionamento imperfeito, dançar por dinheiro, ou o que quer que seja, sem ser crucificada e acusada de glamorizar abuso?", questionou.

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"Eu estou cansada de escritoras mulheres e cantoras alternativas dizerem que eu glamorizo o abuso, sendo que na verdade eu sou apenas uma pessoa glamourosa que canta sobre as realidades de relacionamentos abusivos — que, como estamos percebendo agora, são muito prevalentes na sociedade", continuou. "É meio patético que a minha exploração lírica no papel submisso ou passivo em relacionamentos tenha feito as pessoas dizerem que eu estou atrasando a independência feminina."

Finalizando o seu raciocínio, Lana disse que não é anti-feminista, mas pede compreensão do movimento. "Precisa haver um lugar no feminismo para mulheres que se parecem comigo e agem como eu. Sou o tipo de mulher que diz 'não' e os homens ouvem 'sim'. O tipo de mulher que é abusada sem piedade por agir de forma autêntica e delicada. Sou o tipo de mulher que tem sua história silenciada por mulheres mais fortes, ou por homens que odeiam mulheres", afirmou.

"Eu sempre fui honesta e otimista sobre os relacionamentos que tive. Adivinhem? Essa é a realidade de muitas mulheres. E essa foi, infelizmente, a minha realidade até o momento em que escrevi aqueles discos. Eu só quero dizer que foram longos dez anos de críticas de merda à minha música, até isso mudar recentemente, e que eu aprendi muito com elas", finalizou.

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