Lady Gaga volta a ser a rainha do pop dançante com 'Chromatica'

A cantora chega ao sexto disco com 'Chromatica', que é lançado nesta sexta-feira (29)

É bem provável que quem disser a alguém que já escutou “Chromatica”, o novo álbum de Lady Gaga, que ela disponibiliza à 0h desta sexta-feira (29), vai ouvir a pergunta “é melhor que ‘The Fame’?”. Pois já fique sabendo que não, não é melhor, mas chega perto do resultado obtido no poderoso trabalho de estreia, de 2008.

Adiado por conta da pandemia do coronavírus (sairia em abril), “Chromatica” é uma obra vigorosa, que marca o retorno de Gaga ao pop, e um pop bem dançante. Não há espaço para baladinhas ao violão ou ao piano. É um álbum para as pistas, e anima qualquer festa. A começar dos dois singles mais recentes: a já bem conhecida “Rain on Me”, parceria com Ariana Grande; e “Sour Candy”, dueto da cantora com o grupo de k-pop BLACKPINK (grafado assim mesmo, em maiúsculas) lançado nesta quinta (28).

Lady Gaga divide o álbum em três partes, cada uma introduzida por um tema instrumental. Mas há uma uniformidade dançante que impressiona. Reflexos e/ou influências do pop das pistas dos anos 1980 (Madonna parece referência onipresente) ecoam e alimentam a obra como um todo.

Enquanto tudo soa como uma grande festa, Gaga brada frases de empoderamento. “Esta é minha pista de dança pela qual lutei”, canta, em “Free Woman” (mulher livre, na tradução).

“Quando eu era jovem, me sentia imortal” diz a letra de “Sine From Above”, parceria com Elton John. Quem esperava que a anunciada presença do veterano cantor e compositor no disco renderia uma balada vai se surpreender com a faixa de forte teor igualmente dançante, como “1000 Doves”, a faixa seguinte, e as demais.

De forma geral, “Chromatica” é um conjunto de canções que faz Lady Gaga voltar a ser a rainha do pop dançante.