Klara Castanho deixou elenco de "Bom Dia, Verônica" impressionado: "Muita maturidade"

Klara Castanho no
Klara Castanho no "Bom Dia, Verônica". Foto: Divulgação/Netflix

Resumo da notícia:

  • Klara Castanho impressionou elenco de "Bom Dia, Verônica" com maturidade e profissionalismo

  • Em entrevista ao Yahoo, Elisa Volpatto falou da experiência de trabalhar com a atriz em série da Netflix

  • Segunda temporada da série da Netflix já está disponível na plataforma

A experiência de trabalhar com Klara Castanho parece ter sido inesquecível para Elisa Volpatto. A delegada Anita de "Bom Dia, Verônica" conta ao Yahoo como foi a experiência de dividir o set com a atriz de 21 anos que tem muita bagagem artística apesar da pouca idade.

Na trama, Klara se junta ao elenco da segunda temporada para viver a adolescente Ângela, que é vítima de abuso sexual do próprio pai, interpretado por Reynaldo Gianecchini. Ele usa a religião para camuflar crimes de assédio e tráfico de pessoas e é o investigado da vez pela policial Verônica, vivida por Tainá Müller.

"É uma menina que tem muita maturidade para idade dela. Todos sentíamos como se fôssemos todos mais novos do que ela e ela fosse mais experiente do que todos nós ali. De alguma maneira, ela é, porque é uma pessoa que está há muito tempo, desde criança, na televisão", reflete Volpatto ao falar sobre a vivência da jovem com atores veteranos desde cedo.

De acordo com Elisa, o elenco ficava em volta de Klara para ouvir sobre suas experiências com a atuação desde quando começou. "Ela contou como foi a primeira cena difícil que ela fez, primeira cena de choro. Fiquei muito admirada com a Klara. Realmente, não conhecia ela assim. Ela é extremamente profissional. Você fica de cara com ela, aprende mesmo", declara Elisa.

"Ela está ali no horário, sabe o momento, se concentra para a cena. Está presente. Ao mesmo tempo, ela sai de cena, está te olhando no olho, não está te ignorando nessa relação", completa.

A atriz ressalta como ficou impressionada com o profissionalismo da colega de elenco em um papel de extrema dificuldade e exalta a capacidade dramática de Klara.

A gente estava rindo fora da cena e ela entrava para fazer uma cena super difícil, que tinha que chorar, estar concentrada. Sou mais velha que ela e penso que tenho muito a aprender com essa menina"Elisa Volpatto sobre Klara Castanho

Preparação para viver Anita

Questionada sobre como fez para entrar na personalidade de sua personagem, marcada por um comportamento envolvido pelo machismo do sistema policial, Elisa pontua o impacto desse ambiente. "Tentei sempre enxergá-la como uma figura humana. Todos nós temos um pouquinho de bem e mal dentro da gente. Todo nós em potencial somos capazes de coisas horríveis. A situação e o ambiente em que a gente é formado nos forjam e a Anita é fruto do meio no qual ela foi forjada", explica.

Na segunda temporada, a história da delegada é apresentada de forma mais profunda e o espectador passa a entender melhor o que pode ter influenciado na personalidade controversa dela. "Por ser uma mulher num ambiente da polícia, que já é um ambiente super masculinizado, ela precisou encontrar meios de impor o respeito. A maneira dela conseguir respeito nesse lugar foi, muitas vezes, agindo como os homens agem. É o modus operandi", completa a atriz, que fez uma intensa pesquisa sobre a forma que delegadas agem e se apresentam.

Retorno de policiais da vida real

Elisa também admite que há um pesar pelo mau-caratismo de Anita e a invalidação que a personagem faz de vítimas femininas na trama. Mas pondera que a série reproduz a realidade. "Recebi alguns retornos de delegadas e policiais, que falaram como o ambiente da polícia é permeado pelo machismo de muitas maneiras e como realmente elas têm que se impor nesse lugar agressivo, mais patriarcal para impor respeito. Acho que teve esse tipo de identificação", explica.

Além do comportamento, a caracterização de Anita também foi aprovada pelas profissionais da vida real. "Falam que elas se maquiam mesmo. Estão com a arma e tudo mais, mas colocam uma saia, um salto alto. Elas estão preparadas para ir a campo, em ação, mas também para dar uma entrevista na sequência. Muitas vezes é isso, ela está lá investigando na cena do crime, teve que fazer perseguição e, quando chega a imprensa, elas têm que estar lá bem", relata.

"Bom dia, Verônica"

Lançada em 2020 pela Netflix, "Bom Dia, Verônica" foi renovada no mesmo ano ao trazer temas relevantes e necessários para as telas, como o combate à violência contra a mulher e a corrupção, com reflexos fortes da realidade em cada episódio.

Na trama, Verônica Torres, vivida por Tainá Muller, é uma escrivã da Delegacia de Homicídios de São Paulo que não aceita injustiças, principalmente quando vêm carregadas de machismo e opressão, e se dedica ao máximo para a resolução dos casos que surgem na sua frente.

"Sempre que a gente pode engrossar o caldo de uma discussão política, social, a partir de uma série de ficção é válido. A gente chega às vezes num público que a denúncia pela denúncia não chega, ou as notícias de jornal não atravessam todo mundo. Quando você pega o entretenimento, é quase uma estratégia para poder falar de uma temática importante", pontua Elisa Volpatto.

O novo enredo da produção é marcado pela investigação da história de Ângela, vivida por Klara Castanho, uma jovem que é vítima de abuso ocasionado pelo próprio pai, interpretado por Reynaldo Gianecchini. Confira o trailer: