Kiko Mascarenhas questiona: "Quem mama do dinheiro público?"

Kiko Mascarenhas está no elenco de 'Éramos Seis' (Globo / Cesar Alves)

Kiko Mascarenhas não tem medo de se posicionar politicamente ou de desafiar o sistema. Em conversa com o Yahoo! ele questionou os recentes atos do atual Governo para o desmonte da cultura.

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“Teatro não pode parar e não pode ficar a mercê de um governo que diz o que pode ou o que não pode. Quem merece ou quem não merece ganhar dinheiro. Essa é a grande luta do artista neste momento. É se manter dentro do palco, do seu exercício, mantendo o teatro vivo. O teatro não pode morrer por causa de uma falta de política cultural”, lembra.

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Desvio de verbas

O ator, que está no ar como o divertido Virgulino, de 'Éramos Seus’, ainda questiona a demonização dos artistas. “Nós viramos os vilões. De repente eles inventaram que nós somos os vilões da nação. Mamadores das tetas do Governo e não é verdade. Acabou de sair uma matéria hoje falando que os recursos da cultura e da saúde estão sendo destinados para campanha eleitoral do ano que vem. Quem é mamador do dinheiro público?”, questiona.

Geração de empregos

Kiko aponta os empregos e valores gerados pela produção cultural. “A cultura faz parte de um pacote de benefícios que a população merece, como: saúde, educação e segurança. Os 3% do PIB que eles investem, nós retornamos 8% em serviços e impostos. É lucrativo investir na cultura. Mas como plano de Governo não é interessante você estimular a cultura. A cultura estimula o pensamento crítico e obviamente não querem mexer nisso”, avisa.