Justiça dá cinco dias para que Sérgio Camargo se manifeste sobre ação do MPT

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  06-05-2020, 12h00: O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chega ao palácio do  planalto para almoço com o presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 06-05-2020, 12h00: O presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chega ao palácio do planalto para almoço com o presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça determinou que Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, se manifeste em até cinco dias sobre ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que pede o afastamento de Camargo do cargo por denúncias de assédio moral, perseguição ideológica e discriminação contra funcionários da instituição.

A decisão é do juiz do trabalho Gustavo Carvalho Chehab, da 21ª Vara do Trabalho de Brasília. Ele também cobra explicações do MPT e da própria Fundação Palmares.

"Decorrido o prazo de 5 (cinco) dias concedido as partes, retornem-me os autos à conclusão para exame da tutela antecipada e eventuais questões trazidas pelas partes", diz o juiz.

Depoimentos colhidos pelo Ministério Público do Trabalho, apontam que o presidente da Fundação Palmares tem promovido uma caça aos funcionários de esquerda da instituição, com objetivo de demiti-los ou impedir que seus contratos de trabalho sejam renovados.

O MPT ouviu 16 profissionais que fizeram ou ainda fazem parte do quadro de colaboradores da fundação. As denúncias, que vêm sendo apuradas desde o início de março, levaram à promotoria pedir que a Justiça do Trabalho afaste Camargo da presidência da Palmares imediatamente, além de condená-lo a pagar uma indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo.

A Associação de Servidores do Ministério da Cultura divulgou nota afirmando repudiar “os atos de abusos e assédios” praticados por Camargo.

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