Justiça converte prisão em flagrante de PM que matou a namorada em Valença

Carolina Heringer
·1 minuto de leitura

A Justiça converteu a prisão em flagrante do policial militar Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, preso nessa sexta-feira, dia 27, após ter matado a namorada, para preventiva. A decisão foi do juiz Marcelo Borges, na Central de Custódia de Volta Redonda, para onde o PM foi levado neste domingo, dia 29.

A cirurgiã-dentista Mayara Pereira de Oliveira, de 31 anos, foi mantida refém e depois baleada pelo namorado no estacionamento de uma universidade em Valença, no Sul Fluminense. O juiz afirma que o crime, visto por inúmeras pessoas, "demonstra a sua imensa periculosidade", conforme escreveu em sua decisão deste domingo:

"O flagranteado foi preso logo após cometer um crime de homicídio a queima roupa na frente de inúmeras pessoas, inclusive policiais militares. Tal fato demonstra o seu total desapego às regras vigentes, tanto regras legais quanto morais, o que demonstra a sua imensa periculosidade e que, portanto, a sua liberdade importará em grave risco para a ordem pública. Ademais, com comportamento tão violento, a simples liberdade do acusado provocará sérios temores às testemunhas eventualmente arroladas, o que denota que sua liberdade importa em grave risco para a instrução processual", disse o magistrado.

Em entrevista neste domingo, a advogada Daniela Grégio, uma das responsáveis pela defesa do PM, afirmou ao EXTRA que seu cliente atirou na vítima após um desentendimento sobre uma traição. Janitom manteve Mayara no veículo até que ela respondesse seus questionamentos, mas “perdeu a cabeça”.