Juristas pedem à PGR que denuncie Bolsonaro por sabotar vacinação: 'Delinquente que tem praticado crimes'

Redação Notícias
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Brazil's President Jair Bolsonaro coves his face with his hands during a year-end lunch with Armed Forces general officers, at the Aeronautics club, in Brasilia, Brazil, Wednesday, Dec. 9, 2020. (AP Photo/Eraldo Peres)
Juristas pedem à PGR que denuncie Bolsonaro por sabotar vacinação: 'Delinquente que tem praticado crimes' (Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Um grupo formado por juristas solicitou a abertura de uma ação criminal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Supremo Tribunal Federal (STF) por entender que Bolsonaro “sabota” e “frusta” o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, colocando em risco a saúde pública.

“O presidente Jair Bolsonaro é um delinquente que indiscutivelmente tem praticado, reiteradamente, vários crimes ao longo do período em que vem ocupando a função presidencial”, afirmou ao jornal Valor Econômico o ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias, um dos nomes que assina o documento.

Segundo o jornal, a petição foi ajuizada na Procuradoria-Geral da República (PGR) na última sexta-feira (15). O documento é dirigido ao procurador geral Augusto Aras, chefe do órgão e única autoridade com competência para denunciar o presidente da República por um suposto crime.

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Além de juristas, assinaram o documento intelectuais, artistas e ambientalistas. O grupo é formado por 352 pessoas.

A vacinação contra a Covid-19 no estado de São Paulo foi iniciada no domingo (17) e seguiu na manhã desta segunda-feira (18) no Hospital das Clínicas, na capital paulista. Cerca de 30 mil profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia serão imunizados.

Depois não se pronunciar sobre o início da vacinação contra a Covid-19 em São Paulo durante todo domingo, Bolsonaro rompeu o silêncio nesta segunda-feira (18) ao dizer que, após a liberação do uso emergencial dos imunizantes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “não tem o que discutir mais".

“Apesar da vacina...Apesar, não. A Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais. Agora, havendo disponibilidade no mercado, a gente vai comprar e vai atrás de contratos que fizemos também, que era para ter chegado aqui. Então, está liberada a aplicação no Brasil. E a vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não", afirmou, de acordo com “O Globo".

Sem citar explicitamente João Doria (PSDB), seu rival político, especialistas veem uma derrota política para o Planalto ao ver Doria vacinar a primeira pessoa no país.