Jurados do ''MasterChef'' comentam fama de grosseiros: ''Quem não gosta, que não venha''

Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin são jurados do
Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin são jurados do "MasterChef Brasil" (FOTO: Comunicação Band)

Depois de mais de oito temporadas, o público que acompanha o "MasterChef Brasil" (Band) ainda repara as respostas afiadas que os jurados dão para os participantes quando não gostam de um prato ou da execução do trabalho, algo que se tornou uma característica do talent show. Tanto que os programas de culinárias das emissoras concorrentes sempre deixam claro que rejeitam a grosseria com seus elencos.

Entretanto, Henrique Fogaça, Helena Rizzo e Erick Jacquin não veem da mesma forma. Para eles, a crítica na hora de avaliar os pratos é importante para o desenvolvimento dos cozinheiros. Já o modo como tais comentários são feitos são da personalidade de cada um.

"Todo mundo sabe como eu sou. Eu não faço papel, eu não faço nada, eu sou desse jeito na vida e no "MasterChef", ressalta Jacquin, em coletiva de imprensa da nona temporada do programa, realizada na última terça-feira (10).

"Nós quatro somos iguais na vida, a gente se conhece muito bem. Então, quando é ruim, é ruim e ponto final, a gente deve falar. E quem não gosta, que não venha", acrescentou o chef, arrancando risos dos jornalistas presentes no evento.

Fogaça compartilha da mesma opinião do colega. Ao falar com a imprensa na ocasião, o chef pontuou que precisa ser mais firme com os participantes. "Eu sou direto e objetivo. Às vezes, em algumas provas, a gente é um pouco duro com o participante para ele acordar, dependendo do tema da prova, e ficar esperto porque virão novos desafios. Mas, não me vejo como um cara grosseiro, eu sou raiz mesmo, sou um pouco objetivo e rápido nas minhas respostas, mas não no tom de grosseria, é mais para o participante acordar naquele momento", justificou.

Já Helena, que está em sua segunda edição como jurada, afirma que tenta ser na cozinha do programa como é na cozinha de seus restaurantes. "Eu sou novata, não me considero uma pessoa grossa. Em alguns momentos, mais no começo da minha carreira ou quando eu comecei a trabalhar como chefe de cozinha, já fui mais nervosa, mas era sempre uma coisa que eu sentia que era muito mais uma aflição, uma insegurança minha. Então no "MasterChef", eu acabo levando um pouco do meu jeito de como eu sou, como eu trabalho na cozinha", explicou.

Ela ainda ressaltou que costuma ser sempre muito sincera em suas avaliações. "Sou uma pessoa que não sei mentir. Quando eu gosto, eu gosto, quando eu não gosto, eu não gosto e eu falo. Mas tem jeito de falar. E acho que a crítica é boa para gente escutar, estar atento e se perceber através dessa crítica, ou seja, o que a gente acha que é ok, o que não tá certo."

Por sua vez, Erick Jacquin avalia que a grosseria é o que o público menos lembra quando o vê na rua. "As pessoas falam muito de comida e cozinha, e poucas vezes de bronca. Porque é difícil criticar, né? É difícil de criticar e ser bonzinho. Imagine dar um sorriso e falar que a comida é ruim. Não sou grosso, a gente faz o nosso trabalho do jeito que deve ser feito, somos justos", minimizou.

Ana Paula Padrão, apresentadora do programa, não deixou de alfinetar os concorrentes ao comentar o assunto. "A concorrência sempre dá um jeito de criticar. Eu não ligo. Beijinho no ombro para a concorrência", afirmou.

A nova e nona temporada do "MasterChef" estreia na próxima terça-feira (17), a partir das 22h30.