Juliette é ligada a Bolsonaro e KKK e fãs defendem: ‘Não aceito xenofobia’

Patrick Monteiro
·3 minuto de leitura
Juliette foi a competidora do 'BBB' que mais ganhou seguidores (reprodução / instagram @juliette.freire)
Juliette foi a competidora do 'BBB' que mais ganhou seguidores (reprodução / instagram @juliette.freire)

Juliette Freire foi envolvida em uma nova polêmica nessa terça-feira (13), uma muito séria desta vez. O nome da paraibana foi associado ao presidente Jair Bolsonaro e sua torcida ao da organização de extra direita que prega o racismo Ku Klux Klan.

“Chamam Bolsonettes ou Jilinaros?”, questionou Pedro, o @philosopop, no Twitter. “KuzKuzKlan”, respondeu Mara Karina. Leandro Santos, dono do perfil Mussum Alive, reafirmou os comentários: “Essa foi sensacional (risos).”

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Com essa conversa começou a polêmica ( reprodução / twitter)
Com essa conversa começou a polêmica ( reprodução / twitter)

A troca de mensagens gerou uma grande comoção na rede social e os seguidores da paraibana acusaram os tuiteiros de xenofobia, crime que sobre a antipatia por pessoas de uma região diferente da sua. Isso porque os fãs da maquiadora são chamados de Cuzcuzetes, em referência à comida feita com milho flocado que é característico da região nordeste do país.

No programa a participante já explicou para Fiuk, após uma discussão, que cuscuz de milho é o alimento que mata a fome de muitos nordestinos por ser barato e gerar saciedade. Que ele representa a força de um povo.

A referência ao grupo de extrema direita aos fãs da paraibana ( reprodução / twitter)
A referência ao grupo de extrema direita aos fãs da paraibana ( reprodução / twitter)

Com as mensagens os fãs de Juliette e outros nordestinos com influência no país subiram a tag "não aceito xenofobia" em repúdio as mensagens publicadas. As ex-BBBs 20 e 21 Flay e Kerline, além do deputado federal Túlio Gadêlha, foram alguns dos que ajudaram a tornar o assunto o terceiro mais comentado do Twitter com cerca de 90 mil menções por minuto. 

Xenofobia contra Juliette

Bárbara Saryne, repórter do Yahoo!, escreveu um texto sobre a xenofobia que a participante tem sido vítima desde o início do programa. “A sister forçou conversas para entender o que estava acontecendo no reality várias vezes até encontrar forças para bater o pé e seguir sendo quem ela é independentemente do que pensam”, pontuou.

“Juliette é chamada de chata dentro e fora do programa. Mas o que é ser chato? Além de relativo, pois o que é chato para mim pode não ser para você, chatice não determina caráter. E, talvez, ela seja chata, sim, ou tenha "momentos de chatice", como todos. Você tem todo o direito de pensar assim sem ser xenófobo. O fato é que, em alguns casos, chamar a participante de chata é só uma desculpa para esconder o que incomoda”, ressalta.

Pedidos de desculpas

Pedro, Mara e Leandro, usaram as redes sociais para pedir desculpas pelo posicionamento após receberem centenas de mensagens de desaprovação de suas falas. “Vou deletar todas as menções à imagem do cacto pq tive uma excelente troca com o Neto Menezes com reflexões posteriores. peço desculpas a todos que ofendi com meu compartilhamento, e serei mais observador e menos reativo”, diz Pedro.

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“Vennho me desculpar com os fãs da Julitte Freire por ter revidado de forma desmedida e violenta à campanha de ódio e perseguição de opositores que eles promovem no twitter. Foi de péssimo tom! Me desculpem. Arcarei tranquilamente com qualquer eventual desdobramento”, escreveu Mara.

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“Gravei um Tik Tok explicando essa treta toda com os fãs da Juliette e vou responder todos comentários lá”, argumentou Leandro para capitalizar a polêmica em views e engajamento em outra rede social.

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