Juliana Paes revela dificuldade em viver dor materna de Maria Marruá: "É antinatural"

Juliana Paes em
Juliana Paes em "Pantanal". Foto: Reprodução/Globo

Resumo da notícia:

  • Juliana Paes destacou a dificuldade em entregar a dor de Maria Marruá como mãe

  • Em entrevista ao Yahoo, a atriz comparou a personagem de "Pantanal" com Arlete de "Predestinado"

  • Atriz estará nos cinemas a partir de 1 de setembro em "Predestinado: Zé Arigó e o espírito do Dr. Fritz"

Antes de brilhar nas telinhas no papel de Maria Marruá em "Pantanal", Juliana Paes se entregou para a história real de Arlete, esposa do médium Zé Arigó, que trabalhava com cirurgias espirituais ao encarnar o médico alemão Dr. Fritz. Em "Predestinado", a atriz global vive a esposa dedicada ao lar e aos filhos, que silencia sua fé católica para auxiliar o amado no atendimento de milhares de pessoas no interior de Minas Gerais.

Em entrevista Yahoo, a artista fala sobre o que une as personagens da TV e das telonas embora sejam de contextos distintos. “Confesso que não criei nenhum paralelo entre elas. Simplesmente compus uma sem pensar na outra. Teve um espaço de tempo, mas sei que tem esse signo de força entre as duas, de serem mulheres fortes, que estão batalhando pelo ninho, pela família", refletiu.

A atriz também destacou uma dor pregressa de Maria Marruá como mãe, que não é vivida na trama de Arlete, e a dificuldade de reproduzir esse sentimento. "Maria Marruá vem de uma dor de perda de filhos. A gente entrega a cena, mas é difícil conceber esse tipo de dor de perder filhos, que é o antinatural", afirmou.

"No caso da Arlete é o que vem, é o depois, é a descoberta do marido, que é jogado no colo dele uma responsabilidade que vai fazer com que ele saia de casa, deixe de cuidar dos próprios filhos", completou ao citar o trabalho intenso de Zé Arigó com o espiritismo e a necessidade de Arlete segurar a estrutura da família.

Questionada sobre rituais de bastidores para entrar na personalidade dos papéis, Juliana Paes pontuou a sensibilidade aflorada para absorver o que o ambiente das cenas tem a oferecer. "Existe a magia da hora do ação e tem coisas que acontecem nessa hora que não dá para se ensaiar, porque você não sente duas vezes. É aquele momento. Pode ser que a gente venha a fazer outra tomada, mas aquele momento é único", disse.

Ela ainda relembrou do impacto com as próteses espalhadas no set para reproduzir as doenças dos pacientes de Zé Arigó, que eram operados sem qualquer anestesia ou preparação cirúrgica. "Era prótese de furúnculo, de olho. Aquilo me marcou muito, porque era muito perfeito", declarou.

"Predestinado: Zé Arigó e o espírito do Dr. Fritz"

Dirigido por Gustavo Fernandez, "Predestinado" retrata a história de Zé Arigó, médium brasileiro vivido por Danton Mello, que se eternizou na pequena cidade de Congonhas, interior de Minas Gerais. Durante duas décadas, o mineiro operou fiéis do Brasil e do mundo sob comando do espírito do médico alemão Dr. Fritz.

“Falar sobre espiritualidade é diferente de falar sobre religião. O filme não tem a pretensão de convencer ninguém. Mas, se existe qualquer pretensão, é de que a intolerância, principalmente a religiosa, diminua. Se existe algo particular inerente ao ser humano é a fé e o jeito de vivenciar a experimentá-la”, declarou Juliana Paes em evento de divulgação do filme.

“Não é um filme só para espírita. Você pode assistir ao filme e não acreditar em nenhuma daquelas cirurgias ou você pode acreditar. Acho que o filme tem que ser assistido por todo mundo. A mensagem é ajudar o próximo e olhar com respeito e amor, que é o que a gente precisa no mundo”, completou o protagonista Danton Mello.

O elenco ainda conta com Marco Ricca, Cássio Gabus Mendes, Marcos Caruso, Alexandre Borges e mais com estreia marcada para 1 de setembro nos cinemas. Confira o trailer: