Juiz recusa pedido e Ed Sheeran precisará enfrentar acusação de plágio

Jonathan Stempel
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Ed Sheeran no Festival de Berlim

Por Jonathan Stempel

NOVA YORK (Reuters) - Um juiz norte-americano rejeitou nesta terça-feira uma tentativa do cantor e compositor inglês Ed Sheeran de dispensar um de três processos que o acusam de copiar seu hit de 2014 "Thinking Out Loud" do clássico de 1973 "Let's Get It On", de Marvin Gaye.

O juiz Ronnie Abrams, de Manhattan, decidiu que a Structured Asset Sales, que detém um terço dos direitos de "Let's Get It On" do patrimônio do coautor Ed Townsend, pode processar Sheeran, a Sony Music Publishing e outros envolvidos no registro de direitos autorais de abril de 2020 para uma gravação em estúdio da canção.

Esse registro "permite ao tribunal inferir razoavelmente que o reclamante detém a propriedade dos direitos autorais de 2020" e pode prosseguir em processo por direitos autorais, disse Abrams.

Apesar disso, Abrams colocou o caso em suspensão, citando uma "sobreposição significativa" da ação do pleiteante contra Sheeran pelos direitos de 1973 com base apenas na partitura da canção de Gaye.

A Structured Asset Sales, de propriedade do banqueiro de investimentos David Pullman, busca mais de 100 milhões de dólares em indenização.

O registro de 2020 para "Let's Get It On" supostamente inclui "elementos musicais" que não estão presentes na partitura.

Os advogados de Sheeran e da Sony não responderam imediatamente a pedidos por comentários.

(Reportagem de Jonathan Stempel em Nova York)