Joss Whedon se pronuncia sobre as acusações de machismo, racismo e assédio moral

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HOLLYWOOD, CA - SEPTEMBER 22:  Joss Whedon attends the premiere of 20th Century FOX's 'Bad Times at the El Royale' at TCL Chinese Theatre on September 22, 2018 in Hollywood, California.  (Photo by Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic)
Joss Whedon posa para os fotógrafos em evento realizado em 2018 (Foto de Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic)

Resumo da notícia:

  • Joss Whedon se pronunciou sobre as muitas acusações de atores contra o comportamento dele no set

  • Em resposta, diretor chamou Ray Fisher de "mau ator" e disse que Gal Gadot não deve ter entendido o seu inglês

  • Comportamento tóxico do cineasta foi reforçado por mais pessoas em reportagem

Joss Whedon decidiu se pronunciar sobre as acusações que tem recebido nos últimos meses de atores que trabalharam com ele, incluindo racismo, assédio moral, machismo. Em longa entrevista à NY Magazine, o diretor de Liga da Justiça (2017) se disse vítima de uma campanha de difamação.

O cineasta falou sobre o primeiro ator a vir a criticá-lo publicamente: Ray Fisher, o intérprete do Ciborgue no filme da DC Comics. O ator chegou a chamar o comportamento do diretor de "grosseiro, abusivo, pouco profissional e completamente inaceitável".

“Nenhuma das acusações são verdadeiras ou merecem ser discutidas. Estamos falando de uma força maléfica. Estamos falando de um ator ruim, nos dois sentidos da palavra", rebateu Whedon na entrevista.

Outra estrela do longa a ter criticado foi Gal Gadot, que disse ter tido a carreira ameaçada por Joss Whedon durante as gravações do mesmo "Liga da Justiça". A resposta de Whedon foi considerada racista por muitas pessoas, visto que ele levou em consideração a nacionalidade israelense da estrela.

“Eu não ameaço pessoas. Quem é que faz isso? [Mas] o inglês não é a primeira língua dela, e eu tendo a ter um discurso irritantemente floreado", falou ele. Em resposta à reportagem, Gal Gadot disse apenas: "eu entendi perfeitamente".

Na entrevista, Whedon criticou até mesmo os fãs de Zack Snyder, a quem substituiu no longa da DC Comics. “Eles não dão a mínima para o feminismo. Fui transformado em um alvo pela minha ex-esposa, e as pessoas exploraram isso de forma cínica. […] Ela divulgou uma carta dizendo coisas ruins que eu havia feito e dizendo algumas inverdades sobre mim, mas eu havia feito as coisas ruins, então as pessoas sabiam que eu estava disponível [para ataques]", afirmou.

Na reportagem, Joss Whedon ainda foi acusado pela figurinista Cynthia Bergstrom, de "Buffy", de agredi-la, enquanto ela tentava vestir a estrela da série, Sarah Michelle Gellar. "Ele agarrou meu braço e enfiou os dedos até que suas unhas marcaram a pele. Eu disse: 'Você está me machucando'", relembrou. O diretor nega que tenha feito isso.

Na entrevista, Whedon apenas disse se arrepender de ter feito sexo com atrizes jovens de "Buffy", quando ainda era casado, admitindo que a prática "estraga a dinâmica de poder". Uma executiva da série disse anonimamente à reportagem que, certo dia, deixou o escritório vazio e, na volta, flagrou Whedon beijando uma das atrizes no chão.

Mesmo com tantas acusações, Joss Whedon se diz vítima do cancelamento. “Eu não sei quem começou [a campanha de ódio contra ele]. Eu só sei no nome de quem ela foi feita. ‎O início da internet me levantou, e a internet moderna me derrubou. A simetria perfeita não está perdida em mim", disse o diretor.

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